quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Síndrome confusional aguda ou delirium: sintomas, tipos e tratamento

Você conhece a síndrome confusional aguda, ou delirium? Trata-se de um transtorno neurocognitivo que afeta 1-2% da população geral (14% das pessoas com mais de 85 anos). A sua característica fundamental é uma alteração da consciência acompanhada da diminuição da capacidade de atenção e outras alterações cognitivas que afetam a memória, a linguagem, a percepção… É uma condição aguda, que costuma durar de horas a dias.

Como veremos, o delirium pode ser causado por múltiplas etiologias, embora todas tenham origem orgânica (tomar certos medicamentos, doenças, intoxicação ou abstinência de substâncias…).

É um quadro de identidade patogênica; ou seja, o quadro (sintomatologia) é semelhante, independentemente da sua causa.

Mulher idosa com mãos na cabeça

Síndrome confusional aguda ou delirium: origem do conceito

Antigamente já se reconhecia uma manifestação que se associava com o que hoje conhecemos como síndrome confusional aguda ou delirium. Especificamente, essa síndrome foi originalmente descrita por Hipócrates e o termo delirium apareceu pela primeira vez em documentos escritos por Celsus no primeiro século depois de Cristo.

Em 1813, Thomas Sutton descreveu uma síndrome clínica mais específica, o delirium tremens, relacionada ao consumo habitual de álcool. Posteriormente, Emil Kraepelin propôs a existência de síndromes mentais específicas para cada transtorno somático.

Um pouco mais tarde, em 1910, Bonhoeffer descreveu cinco grupos sindrômicos ou variedades clínicas que apareciam de forma aguda no curso de diferentes doenças. Esses agrupamentos eram: delirium, excitação epiléptica, estado crepuscular, alucinose e fraqueza mental.

O que é a síndrome confusional aguda?

O delirium tem uma prevalência de 1-2% na população geral, segundo o DSM-5 (2013), que aumenta com a idade e chega a 14% em indivíduos com mais de 85 anos. Além disso, afeta 10-30% dos pacientes hospitalizados, e o sexo masculino constitui um fator de risco em idosos.

O DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) classifica a síndrome confusional aguda dentro da categoria de transtornos neurocognitivos (TNC). O delirium pode surgir como consequência de várias causas, e é por isso que o DSM-5 diferencia os seguintes tipos de delirium:

  • Delirium induzido por intoxicação por substâncias.
  • Induzido pela abstinência de substâncias.
  • Induzido por medicação.
  • Devido a outra condição médica.
  • Devido a múltiplas etiologias.

Além disso, o DSM-5 inclui as seguintes especificações em cada caso de delirium: quanto ao curso, pode ser agudo (dura horas ou dias) ou persistente (dura semanas ou meses). Em termos de nível de atividade, o delirium pode ser hiperativo, hipoativo ou misto. Essas especificações serão adicionadas ao diagnóstico do delirium pertinente.

O delirium está relacionado a quadros confusionais, pois o sintoma predominante é a alteração do nível de consciência. Também tem sido relacionado ao onirismo, uma vez que o paciente com delirium muitas vezes verbaliza conteúdos imaginários semelhantes aos dos sonhos, intercalando-os com momentos lúcidos. Outras de suas características centrais são um início súbito e um curso agudo.

Síndrome confusional aguda ou delirium: tipos (dependendo da causa)

Vejamos em que consiste cada um dos subtipos de delirium propostos no DSM-5, de acordo com a sua etiologia:

  1. Delirium induzido por intoxicação de substâncias: existem diferentes tipos de substâncias que podem causar delirium (devido à intoxicação). Estamos falando de álcool, alucinógenos, anfetaminas e substâncias afins, cannabis, cocaína, fenciclidina e substâncias de ação semelhante, inalantes, opioides, sedativos, hipnóticos e ansiolíticos, entre outras substâncias.
  2. Induzido pela abstinência de substâncias: neste caso, a causa não é a intoxicação, mas a abstinência de certas substâncias. Estes incluem: álcool (nestes casos, falamos de delirium tremens), sedativos, hipnóticos, ansiolíticos e outras substâncias.
  3. Induzido por medicamentos: a maioria dos medicamentos pode causar síndrome confusional aguda. Estes incluem: anestésicos, analgésicos, antiasmáticos, anticonvulsivantes, anti-histamínicos, medicamentos cardiovasculares e anti-hipertensivos, antimicrobianos, medicamentos para a doença de Parkinson, corticosteroides, medicamentos gastrointestinais, relaxantes musculares e medicamentos psicotrópicos com efeitos colaterais anticolinérgicos. Por outro lado, existem outros tipos de substâncias que podem causar delirium: as conhecidas como ‘tóxicos’. Neste grupo encontramos substâncias voláteis (como gasolina ou tinta), inseticidas, dióxido de carbono, etc.
  4. Delirium por outra condição médica: a realidade é que praticamente todas as doenças de medicina interna podem causar delirium.
  5. Delirium por múltiplas etiologias: finalmente, quando há mais de uma causa (ou etiologia) que explica esta condição, falamos de uma condição “devido a múltiplas etiologias”.

Critérios de diagnóstico e sintomas

Tanto o DSM-5 quanto a sua edição anterior (DSM-IV-TR) e a CID-10 (Classificação Internacional de Doenças, OMS), listam uma série de critérios diagnósticos para a síndrome confusional aguda. Os critérios são semelhantes nos vários manuais, embora permaneçamos com o mais atual (DSM-5).

O primeiro critério se refere a uma alteração da consciência com diminuição da capacidade de focar, manter ou direcionar a atenção (este seria o sintoma central). Além disso, a alteração ocorre em um curto espaço de tempo e tende a oscilar ao longo do dia.

Por outro lado, há uma mudança nas funções cognitivas (memória, orientação, linguagem, habilidades visuoespaciais e percepção). Outra característica essencial do delirium é o fato de ser sempre decorrente de causa orgânica e, além disso, os sintomas não podem ser melhor explicados por outro distúrbio neurocognitivo (também não ocorre em situações de redução acentuada da excitação).

Características de acordo com CID-10 (OMS)

Em consonância com o exposto, de acordo com a CID-10, a síndrome confusional ou delirium reúne as seguintes características:

  • Deterioração da consciência e da atenção.
  • Transtorno cognitivo global.
  • Distúrbios psicomotores (hipo ou hiper-reatividade, mudanças imprevistas de um estado para outro…).
  • Distúrbios do ciclo vigília-sono (insônia, sonolência diurna…).
  • Transtornos emocionais

Características genéricas

As características comuns da síndrome confusional aguda são as seguintes:

  • Identidade patogênica: isso significa que o quadro é muito semelhante, independentemente da etiologia subjacente.
  • Início súbito: começa rapidamente, em horas ou dias.
  • Impacto mais ou menos intenso do estado geral: é um transtorno global.
  • Duração relativamente curta (distúrbio agudo).
  • Possibilidade de recuperação total.
  • Alterações nos sintomas ao longo do dia (flutuações).
Homem sentindo confusão

Qual é o seu tratamento?

O tratamento da síndrome confusional aguda ou delirium consiste basicamente em solucionar a causa que originou o quadro. Assim, a intervenção nos ajudará a reverter o distúrbio rapidamente, evitando o agravamento da patologia.

Por outro lado, as complicações que causam o delirium podem ser prevenidas por meio de uma série de intervenções preventivas. Além disso, existem medidas gerais que permitirão uma melhor situação do paciente, que incluem: prevenir o aparecimento de delirium em pacientes com fatores de risco (evitar alterações no ambiente para idosos, por exemplo) e prevenir o aparecimento de complicações (acidentes, infecções, etc.).

The post Síndrome confusional aguda ou delirium: sintomas, tipos e tratamento appeared first on A mente é maravilhosa.

De A mente é maravilhosa https://ift.tt/2GXrBBB



O amor no espectro autista: inicio e desenvolvimento do casal

O amor é um dos temas mais tratados pelo cinema, literatura, pintura, escultura… Para resumir, poderíamos dizer que tem um pequeno espaço em todas as formas de expressão que conhecemos. Porém, raras vezes as particularidades desse sentimento e das relações foram analisadas em grupos minoritários da sociedade. É por isso que, seguindo o caminho da série que estreou recentemente na Netflix, hoje falaremos sobre o amor no espectro autista.

Dentro da gaveta dos transtornos do espectro autista estão agrupados uma série de transtornos que se caracterizam por afetar a comunicação e o comportamento da pessoa.

Graças aos métodos de diagnóstico que temos hoje, esses tipos de distúrbios costumam ser detectados em uma idade muito precoce, o que faz com que a intervenção comece mais cedo e os resultados sejam melhores. Por outro lado, o fato de já manifestarem a sua presença na infância nos leva a considerá-los como transtornos do desenvolvimento.

Voltando para a ficção, talvez um dos personagens mais icônicos nesse espectro seja Sheldon Cooper. Em praticamente todos os episódios da série, testemunhamos as dificuldades que este personagem tem para socializar. Vemos como os seus amigos às vezes têm que fazer um esforço considerável para acomodar sua maneira particular de expressar o que pensa ou sente. Este pode ser um bom ponto de partida para tentar antecipar alguns dos detalhes que o amor no espectro autista irá revelar.

O primeiro encontro apaixonado no espectro autista

O primeiro mito que a série destrói, e para o qual dá uma ênfase especial, é que as pessoas com um transtorno do espectro autista querem ter relacionamentos. Elas podem desfrutar muito de atividades solitárias, mas isso não significa que não sintam o desejo de compartilhar e se apaixonar, ou seja, dividir a sua vida com alguém ou construir uma intimidade.

Esta é, talvez, a primeira barreira que eles têm que quebrar, que os demais sejam capazes de reconhecer essa aspiração. Em outras palavras, em sua maneira de entender a afetividade, o amor se encaixa. Assim, ao longo da série podemos conhecer a história de dois casais que já deram o passo de ir morar juntos. Um caminho que, como eles mesmos dizem, não foi nada fácil.

Porém, o que mais predomina na série é a expectativa de várias pessoas com TEA sobre a possibilidade de um primeiro encontro. Neles, podemos ver um nervosismo que conhecemos e inseguranças que também são familiares, já que não são muito diferentes das nossas. Também podemos ser espectadores de como se dá este encontro e das dificuldades que eles têm que enfrentar.

A comunicação

Em alguns momentos da série-documentário Amor no Espectro, podemos assistir a algumas sessões em que rapazes e garotas com esse transtorno se preparam para esses encontros.

O primeiro ponto a ser trabalhado é o cumprimento. Essa maneira de receber o outro que todos nós temos de alguma forma internalizada é explicitada. Levantar para receber o outro ou manter contato visual durante as primeiras trocas são pontos que também afetam o restante do encontro.

Outra habilidade que geralmente é trabalhada com eles é como manter a conversa viva. Para isso, eles são incentivados a criar uma pequena lista de temas e perguntas que gostariam de fazer um ao outro.

Amor no espectro

Posteriormente, lhes é proposto que passem para um nível superior, para que a conversa passe de interrogatório para uma conversa mais real em que haja menos possibilidades do outro se sentir intimidado. Dessa forma, é trabalhada uma variação de respostas a partir de uma única pergunta, ou a partir de perguntas derivadas de uma resposta não planejada.

Em todos os casos, os especialistas procuram fazer com que entendam o encontro e a conversa como flexíveis. Uma flexibilidade que eles também ensaiam para não serem muito diretos ou fazer perguntas pessoais que estejam em um nível de intimidade que ainda não alcançaram. Vemos que este é um ponto especialmente difícil para eles.

Conclusão sobre Amor no Espectro

Diante disso, os especialistas passam uma ideia que com certeza teriam transmitido a todos nós no nosso primeiro encontro: podemos aprender a manter conversas interessantes. Por isso é tão importante que as pessoas com transtornos do espectro autista interajam com pessoas que não compartilham dos seus interesses, desconhecidos com quem eles terão que encontrar pontos em comum.

A série em si vale a pena. O fato de já existir um projeto tão corajoso merece que lhe dediquemos alguns minutos. Além disso, como pontos fortes podemos destacar a sua sinceridade: ela nos mostra que é possível que essas pessoas tenham um relacionamento, mas que este também é um objetivo difícil de alcançar.

Na verdade, o que vemos é que a maioria dos encontros acaba não dando certo. Isso nos permite testemunhar o impacto emocional sofrido, mas também como eles se recuperam e acabam se dando novas oportunidades.

The post O amor no espectro autista: inicio e desenvolvimento do casal appeared first on A mente é maravilhosa.

De A mente é maravilhosa https://ift.tt/2IuH6kM



Neuralink: o chip que vai conectar o cérebro a um computador

Se há alguém capaz de gerar admiração e polêmica ao mesmo tempo, é Elon Musk. Dizem que ele é o Rei Midas e até o novo Nikola Tesla (daí a marca dos seus carros elétricos). De qualquer forma, parece que ele está determinado a ser um promotor da tecnologia do futuro, e a prova disso é a sua última criação: uma interface cerebral que se conecta a um computador. Seu nome é Neuralink.

É muito provável que, ao ler as manchetes desta notícia, muitos já tenham pensado no que algo assim pode significar. Esse chip do tamanho de uma moeda pode armazenar facilmente grandes quantidades de informações, aprender novos idiomas como alguém que baixa um aplicativo no celular e, essencialmente, fazer um cérebro alcançar um maior potencial. Tudo aquilo que já lemos um dia em romances de Isaac Asimov, Arthur C. Clark ou Philip K. Dick.

A verdade é que o protótipo que acaba de ser apresentado tem aspirações bastante simples (pelo menos por enquanto). Até o momento, testes estão sendo feitos em modelos animais, e o chip implantado registra apenas a atividade cerebral de um grupo de porcos, entre eles Gertrude, uma jovem porca que não entende por que é motivo de notícia.

O objetivo (a curto prazo) é orientá-lo para fins médicos, como interromper ataques epilépticos e melhorar a qualidade de vida de pacientes com lesão da medula espinhal.

Elon Musk

Neuralink: tudo que você precisa saber

O objetivo final do Neuralink é atingir uma simbiose absoluta com a inteligência artificial. Esse é, pelo menos, o sonho para o qual Elon Musk criou em 2016 esta empresa de neurotecnologia especializada no desenvolvimento de interfaces cérebro-computador. Temos consciência de que algo assim gera uma sensação estranha entre inquietação, curiosidade, esperança e, por que não, medo.

O panorama que esta proposta traça, combinando a vida humana com as máquinas, anuncia uma mudança quase revolucionária nas nossas vidas. É pouco mais do que a fusão da tecnologia com o corpo e, especificamente, com o cérebro. Isso, por si só, abre um caleidoscópio de questões éticas e sociais sobre as quais devemos começar a refletir. Vamos saber mais sobre o assunto.

O que é Neuralink?

Neuralink é um tipo de tecnologia que está em desenvolvimento há quatro anos. Em 2019, um pequeno dispositivo implantado no cérebro de um camundongo já foi apresentado. Agora, no dia 28 de agosto, foi apresentada a segunda geração. É um dispositivo do tamanho de uma moeda implantado diretamente no crânio (neste caso, o de um porco).

  • O dispositivo ou interface tem cerca de 8 milímetros de diâmetro e contém uma pequena sonda.
  • Esta sonda, por sua vez, possui cerca de 3.000 eletrodos flexíveis e finos como cabelo humano, capazes de monitorar a atividade de 1.000 neurônios. O implante é feito sob anestesia local e o sujeito, no caso, Gertrude e dois outros porcos, levam uma vida normal sem perceber que estão portando esse dispositivo.
  • Essa tecnologia também possui uma conexão bluetooth para que possa ser conectada a um computador externo. O objetivo? Por enquanto, o que Elon Musk apresentou com o animal foi seu registro cerebral e como ele foi processado e coletado pelas máquinas.
  • O próximo passo é tornar a tecnologia Neuralink capaz de tratar condições neurológicas e da coluna vertebral, como paralisia, lesão cerebral ou depressão.

Elon Musk ressalta que todos esses problemas nada mais são do que distúrbios na rede de neurônios. Esse complexo emaranhado pode ser resolvido por uma ligação neural implantável conectada a um computador.

O objetivo do futuro: cognição super-humana

Uma das aspirações da tecnologia Neuralink é alcançar uma cognição sobre-humana. O que isso significa e que implicações isso tem? Elon Musk procura, acima de tudo, garantir que as máquinas estejam a nosso serviço, e não o contrário. O objetivo é colocar a inteligência artificial ao nosso alcance em todos os momentos para ter controle sobre ela.

No futuro, poderemos ter cérebros com maior potencial e, acima de tudo, saudáveis. Doenças como o Alzheimer, Parkinson ou qualquer outra condição neurodegenerativa deixariam de existir porque a memória e outras funções cognitivas seriam preservadas.

Ligar o cérebro aos computadores vai levar tempo

Há algo óbvio que devemos destacar. A verdade é que já existem aparelhos básicos que fazem uso dessa simbiose entre o cérebro e a máquina. Temos, por exemplo, máquinas que já registram a atividade cerebral, como os eletroencefalogramas (EEG). Da mesma forma, a empresa DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency) também criou um microchip cirúrgico que permite que uma pessoa paralisada pilote aviões simulados.

O Neuralink significa dar um passo adiante e obter informações continuamente entre o computador e o cérebro. É ver como um tetraplégico pode voltar a andar, permitir que quem sofreu um trauma recupere as suas funções ou que quem sofre de depressão possa receber outros tipos de estímulos mentais para melhorar aos poucos o seu estado.

Algo assim vai levar tempo. Além disso, Elon Musk apontou que o Neuralink começaria a ser testado em humanos em 2020. No entanto, no momento isso não será possível porque a interface do implante ainda precisa ser aprimorada. O objetivo é otimizar ainda mais o robô que fará essas intervenções para fazê-lo de forma rápida, precisa e sob anestesia local. A intervenção duraria menos de uma hora e o dispositivo não seria visível. Ou seja, não notaríamos nada.

Ligar o cérebro a computadores vai levar tempo

Um propósito viável, mas com problemas éticos

“Isso definitivamente não é ficção científica”, disse um membro da equipe de Elon Musk que criou essa tecnologia. “Com o tempo, será real, prático e comercial, mas ainda há muito trabalho a ser feito”. Além disso, há outros fatores, que são os problemas éticos e sociais. O Neuralink terá acesso aos nossos pensamentos e poderá até mesmo armazená-los.

Isso nos permitiria, por exemplo, recuperá-los em caso de doença ou acidente. E se outra pessoa tivesse acesso ao nosso banco de memória armazenado em um computador? Além disso, o computador pode decidir, por exemplo, apagar um elemento traumático experimentado para melhorar o nosso equilíbrio psicológico. Isso seria legal juridicamente falando? E os hackers? Estaríamos seguros diante dos seus ataques?

Todas essas são perguntas que devemos nos fazer e enfrentar o mais rápido possível. Porque o futuro avança de forma imparável e teremos que estar preparados para mudanças notáveis. As empresas de Elon Musk já estão abrindo o caminho…

The post Neuralink: o chip que vai conectar o cérebro a um computador appeared first on A mente é maravilhosa.

De A mente é maravilhosa https://ift.tt/35ntBfQ



quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Depressão por desemprego

A depressão por desemprego está cada vez mais presente na nossa sociedade. Apesar disso, apesar da sua incidência lenta, mas progressiva, continua sendo uma realidade não diagnosticada e não atendida. Ainda não estamos conscientes do grande impacto que a cronificação destes estados e o seu impacto causam na saúde física e mental.

Sabemos o que significa acordar todos os dias sem ter perspectivas sobre o que acontecerá hoje ou o que pode acontecer amanhã se não encontrarmos um trabalho. Além do mais, a própria procura por um emprego costuma ser exaustiva. O desespero se combina com a incerteza, com a necessidade de reunir criatividade com novos contatos e dizer a nós mesmos: “Confie, no final tudo vai dar certo”.

No entanto, às vezes os dias vão passando e a gente se acostuma com o “vamos te ligar”, ou simplesmente com o silêncio, a falta de resposta, a caixa de e-mail vazia e o telefone sem receber chamadas. Jovens em busca de trabalho e um número cada vez menor desejando novas oportunidades apesar da idade… O problema do desemprego é imenso, diversificado, e um terreno fértil para problemas de saúde mental.

A tristeza de perder o emprego

Depressão por desemprego: sintomas e enfrentamento

O trabalho que desempenhamos todos os dias e pelo qual somos pagos é um apoio psicológico. Não apenas nos permite sustentar a casa, comer, comprar alimentos, pagar contas. É uma forma de fortalecer a autoestima, de nos sentirmos competentes, úteis e satisfeitos com nós mesmos. Assim, a falta de trabalho gera, como podemos imaginar, o contrário.

Quando nos perguntam o que queremos ser quando crescermos, “estar desempregado” nunca passou pela nossa cabeça. Esse estado é uma ruptura com os sonhos que construímos, com os esforços que fazemos.

Um estudo realizado na Universidade de Leipzig, por exemplo, nos alerta para algo muito significativo. O desemprego é um fator claro na deterioração da saúde mental. O risco de depressão é muito alto.

Além disso, como diz Erik Erikson, especialista em psicologia do desenvolvimento, o fato de podermos construir uma personalidade saudável e um estado emocional equilibrado está intimamente relacionado ao aspecto do trabalho.

A depressão por desemprego tem sido estudada desde a Grande Depressão (Eisenberg e Lazarsfield 1938). Vejamos quais são os seus sintomas.

Como saber se sofro de depressão por desemprego?

Quando uma pessoa começa a apresentar sintomas de depressão por desemprego, ela nem sempre toma a iniciativa de procurar ajuda especializada. Ela vai ao médico por causa de seus problemas de sono, cansaço, dor de cabeça… Supomos que essas emoções que nos oprimem são normais. “Como posso não me sentir mal se não tenho um emprego?”

Vamos conhecer as principais características.

  • Sentimentos constantes de medo, frustração, angústia…
  • A principal diferença entre uma pessoa com depressão e outra sem ela é o senso de esperança e propósito. A primeira não está mais confiante de que a sua situação vai melhorar. Na verdade, ela acredita que as coisas vão piorar.
  • Além disso, aparece uma sensação de inutilidade, de não servir para nada. Esse fato tem um grande impacto no ambiente familiar.
  • Sensação de raiva e injustiça. Não devemos imaginar a pessoa com depressão por desemprego exclusivamente como alguém triste. O mais comum é ver alguém de mau humor, com pouca paciência e muito irritado.
  • Os hábitos alimentares e de sono mudam. A pessoa dorme muito mal e não consegue descansar. Ela perde a fome ou come compulsivamente.
  • Muitas vezes, pode levar a comportamentos de dependência (voltar a fumar, caso tenham parado, ao álcool, etc.).
  • Podem surgir ideias suicidas.
Sessão de terapia

Como lidar com essa situação?

É preciso deixar claro um pequeno aspecto: será muito difícil encontrar um emprego ou até mesmo ingressar nele se tivermos um transtorno de humor.

A depressão não tratada se intensifica, e podemos chegar a estados de risco real. Não podemos ignorar, por exemplo, a incidência de suicídios em pessoas que perderam os seus empregos. O que podemos fazer nesses casos?

  • A prioridade é ter ajuda especializada e, por sua vez, apoio social. Ter a ajuda da família, dos amigos e de alguém com quem conversar é essencial.
  • Às vezes, poder compartilhar experiências com alguém na mesma situação ou que já passou por isso poderá nos ajudar. O essencial é tirar da mente essa sensação de inutilidade, de fracasso.
  • Sonhos e propósitos. Essas duas dimensões são o combustível que deve abastecer a mente a cada dia. É imprescindível seguir traçando metas no horizonte. Graças a elas, encontraremos forças para nos levantarmos todos os dias.
  • Seguir uma rotina e os mesmos horários nos permitirá ter mais controle sobre o tempo.
  • Por sua vez, é muito importante ter momentos de lazer, descanso, algumas horas para praticar esportes.

Controlar os pensamentos, gerir bem as emoções e, sobretudo, ter um bom suporte familiar e de amizades, é a melhor forma de passar por essas situações.

The post Depressão por desemprego appeared first on A mente é maravilhosa.

De A mente é maravilhosa https://ift.tt/35kFwLo



Muladhara Chakra – O Chakra Raíz

Se você pratica algum tipo de yoga ou meditação, muito provavelmente já tenha ouvido falar do sistema de chakra do corpo.

O primeiro chakra, o muladhara, também chamado de chakra raiz, é particularmente interessante.

Mas o que é o sistema de chakras? E o que ele tem a ver com a nossa saúde e bem-estar?

Conhecendo o Sistema de Chakra

Em resumo, a palavra chakra vem do sânscrito e quer dizer roda. O sistema chakra consiste em sete “rodas” de energia, que estão em um ciclo energético no corpo. Este ciclo energético principal vai da base da coluna vertebral até a parte superior da cabeça.

Cada chakra corresponde a diferentes aspectos físicos, mentais e espirituais de seu ser.

Iniciando no cóccix (base da coluna vertebral), eles são

  1. Chacra Raiz (Muladhara)
  2. Chakra Umbilical (Svadhisthana)
  3. Chakra do Plexo Solar (Manipura)
  4. Chakra Cardíaco (Anahata)
  5. Chakra da Garganta (Vishuddha)
  6. Chakra Frontal (Ajna)
  7. Chakra Coronário (Sahasrara)

Quando um chakra está bloqueado ou desequilibrado, mesmo que não tenhamos consciência disso, tal situação afeta nosso bem-estar geral. A boa notícia é que por meio de certas atividades e meditações, os chakras podem ser desbloqueados.

Neste artigo vamos examinar em detalhes onde tudo se inicia: o chakra raiz.

Muladhara – o Chakra Raíz

Muladhara é uma palavra com origem no sânscrito que traduzindo fica: mula (raiz) e Adhara (base ou fundação).

O chakra raiz é o primeiro de nossos centros energéticos a se desenvolver no útero, sendo a base de todo o nosso desenvolvimento. É frequentemente considerado o mais instintivo e influencia pouco o intelecto e está mais focado em nossa sobrevivência.

Este chakra é a fonte de nossa energia primária, de onde vem os nossos instintos de luta, fuga e medo.

O Muladhara Chakra, considerado o chakra mais animal, forma a barreira entre a consciência animal e humana.

Ela está mais intensamente ligada ao nosso inconsciente e é a base do nosso desenvolvimento de personalidade, além de responsável por nos conectar a experiências do passado.

O que Representa

Em um nível puramente físico, está conectado às glândulas supra-renais, ao intestino grosso, rins, ossos, músculos e ao sangue arterial que fornece oxigênio aos nossos tecidos.

Influencia em nossa motivação de comer, dormir e reproduzir. É o chacra da segurança, da estabilidade e de nossas necessidades básicas.

Logo, compreendemos que a terra, elemento associado com ao Muladhara, faz todo o sentido, pois é ela que nos fornece alimento, abrigo e energia.

A cor correspondente ao chakra raiz é o vermelho, simbolizando energia e movimento, bem como o despertar da consciência adormecida para a consciência ativa.

Suas principais qualidades são vitalidade, vigor e crescimento. Possui também os pontos negativos, que são, a preguiça, a lentidão e a orientação excessiva para os desejos físicos. Tias atributos são enaltecidos quando este chakra está desequilibrado ou bloqueado.

Quando Fora de Equilíbrio

Se o Muladhara está em perfeito equilíbrio, a energia flui livremente.  Experimentamos um sentimento de pertencimento e segurança em nossas ações e decisões. A concentração e a clareza são melhoradas e temos a oportunidade de estabelecer metas e prioridades.

Porém, se está em desequilíbrio, sentimos falta de energia e até mesmo ansiedade e medo.

Pode parecer como preocupação, frustração, ressentimento e até raiva. A concentração fica fora de controle e os pensamentos são dominados pelo pessimismo e negatividade.

Os sintomas de desequilíbrios físicos afetam a bexiga ou algum incomodo na parte inferior das costas, pernas ou pés.

Como Restaurar o Equilíbrio

Se um chakra fica desequilibrado, isso pode afetar os demais chakras. Por isso, é interessante iniciar o processo de equilíbrio sempre pelo chakra raiz.

A ioga e a meditação são bastante eficazes nessa tarefa.

Há posições específicas de yoga que visam restaurar o equilíbrio energético do chakra raiz. Deitar de costas e levar o joelho ao peito é um dos métodos mais eficazes. Ou sentado com uma perna esticada e deixando o corpo dobrar sobre esta perna esticada.

Essas poses devem ser praticadas de ambos os lados. Outras posturas são a posição de agachamento de ioga ou a posição de lótus.

O uso da Mula Bandha durante a prática do yoga também ajudará a restaurar a energia e a força deste chakra. De forma direta, trata-se ato de trabalhar conscientemente os músculos que servem para restringir o fluxo de urina e mantê-los ocupados.

A meditação também é útil. Cantar ou entoar sons enquanto medita pode criar vibrações no corpo que ajudam as células a trabalharem juntas de forma harmoniosa. O som do mantra correspondente ao chakra raiz é LAM.

Você pode usar também a energia de determinas pedras para reequilibrar os chakras, quando colocados na área correspondente a cada chakras. As pedras mais indicadas para este fim são vermelhas e incluem granada, jaspe vermelho e pedra de sangue.

Podemos experimentar vários benefícios quando temos todos os nossos chakras equilibrados, porém, estas práticas requerem dedicação, paciência e orientação correta.

O conteúdo Muladhara Chakra – O Chakra Raíz aparece primeiro em Yoga ou Ioga.

from Yoga ou Ioga https://ift.tt/3eRIyK4
via https://yogaouioga.com.br



Benefícios psicológicos do jejum intermitente

Nossa era pode ser definida como “a era das dietas”. Dietas para desintoxicar o corpo, dietas cetogênicas para emagrecer, dietas para cuidar da microbiota intestinal, dietas ecologicamente corretas, dietas paleolíticas… e uma das mais famosas dos últimos tempos: o jejum intermitente, que tem tantos adeptos quanto detratores.

O que é o jejum intermitente? Como ele é praticado? Quais são os benefícios fisiológicos, psicológicos e cognitivos desse tipo de alimentação? Descubra todas as respostas a seguir.

O que é o jejum intermitente e como ele é praticado?

O jejum intermitente é um padrão alimentar que consiste em alternar períodos de alimentação com períodos de jejum de forma mais ou menos estruturada. O jejum intermitente envolve a abstenção total ou parcial de comer por um determinado período de tempo antes de voltar a comer regularmente. No entanto, o restante das refeições deve ser um pouco mais robusto para garantir o suprimento necessário de nutrientes.

Em períodos de jejum, você não deve comer. No entanto, existem certos alimentos que não quebram o jejum, como chá e infusões, café preto, kombucha e caldo de ossos ou de vegetais.

Existem diferentes maneiras de fazer o jejum intermitente. Todos nós fazemos períodos de jejum, já que jantamos um dia e tomamos café da manhã no dia seguinte, mas há períodos mais longos. Para iniciar períodos mais longos de jejum, é melhor começar gradualmente, permitindo que o corpo se acostume com os espaços de tempo sem comer. Vamos ver quais são os tipos de jejum mais frequentes.

Fazer jejum

Jejum de 12 horas (12/12)

Este tipo de jejum é o melhor para iniciantes, pois é muito fácil de seguir e não requer sacrifícios. Talvez seja o suficiente antecipar um pouco o jantar e tomar o café da manhã um pouco mais tarde do que o normal. Por exemplo, jantar às 8 da noite e tomar o café às 8 da manhã. Dessa forma, passaremos 12 horas em jejum, a maioria delas dormindo.

No entanto, se seus horários não permitirem, você também pode fazer com que o período do jejum inclua as horas do café da manhã até o almoço.

Jejum de 16 horas (8/16)

Também conhecida como a dieta Lean Gains. Consiste em reduzir o período de alimentação para 8 horas e prolongar o período de jejum para 16 horas. É o tipo de jejum mais estudado, mais praticado e o mais fácil de seguir dos chamados “períodos de jejuns longos”.

A forma mais comum de praticá-lo é adiantar um pouco a hora do jantar, por exemplo, às 8 da noite, e manter o jejum (sem tomar café da manhã) até a hora do almoço, neste caso, por volta do meio-dia. É por isso que é um dos mais confortáveis ​​de seguir. É muito utilizado por atletas, junto com o treinamento de força com pesos pesados, como o crossfit, como método para aumentar a massa muscular.

Jejum de 20 horas (20/4)

Esse tipo de jejum também é conhecido como “a dieta do guerreiro”. A melhor maneira de fazê-lo é deixar a janela de alimentação para as últimas horas do dia e fazer um jantar mais farto do que o normal para garantir o aporte necessário de nutrientes.

É baseado na crença de que os humanos são “comedores noturnos”, já que no período paleolítico, os homens passavam as horas do dia caçando e comiam à noite.

Esta é uma forma intermediária de jejum: é mais estrita do que o jejum de 16 horas, mas mais branda do que o de 24 e 48 horas. Estas duas últimas formas são muito mais duras e extremas, não devem ser realizadas continuamente ou sem supervisão médica e, é claro, devem ser alcançadas progressivamente, tendo o corpo habituado ao jejum.

Benefícios fisiológicos

O jejum intermitente parece estar mais próximo de uma forma natural de alimentação do que a maneira que seguimos no nosso dia a dia. Alimentamo-nos mecanicamente, geralmente seguindo determinados horários e, na hora de comer, comemos com ou sem fome.

O jejum tem grandes benefícios para o organismo:

  • Aumenta a autofagia e favorece os movimentos intestinais destinados à limpeza.
  • Reduz a inflamação e o estresse oxidativo.
  • Melhora a flexibilidade metabólica, acelera o metabolismo.
  • Melhora a sensibilidade à insulina.
  • Aumenta a produção do hormônio do crescimento.
  • Melhora o controle de peso.

Benefícios psicológicos do jejum intermitente

Derivados dos benefícios fisiológicos, o jejum intermitente também oferece benefícios cognitivos e psicológicos. Quais são esses benefícios?

  • Maior capacidade de concentração: do ponto de vista evolutivo, é possível pensar que, após a alimentação, certas funções cognitivas são prejudicadas. Isso é esperado, uma vez que após a alimentação o sistema nervoso simpático, que é necessário para iniciar as funções cognitivas, é desativado e o parassimpático é ativado. Além disso, estudos indicam que durante o jejum aumentam os níveis de neurotransmissores associados ao estado psicológico de concentração, como a noradrenalina e a orexina.
  • Pode aumentar a neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de criar novas conexões. Entrar em cetose e alternar entre as diferentes formas de obter energia estimula a plasticidade cerebral.
  • Protege contra a depressão. Existe uma substância produzida pelo cérebro, o BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro), que está quase ausente nas pessoas deprimidas. Aumentar a sua produção protege contra a depressão. Isso pode ser reforçado pelo jejum intermitente.
  • Protege contra os processos inflamatórios. Os processos inflamatórios podem interferir no funcionamento do sistema nervoso. Diante de um processo inflamatório, o organismo destina seus recursos para combater a inflamação e subtrai recursos das funções cognitivas. Portanto, se reduzirmos a inflamação do corpo fazendo períodos de jejum, incentivamos esses recursos a serem alocados para o que realmente é necessário.
  • Pode reduzir nossa obsessão por comida e nos ajudar a reconhecer e compreender os sinais de fome e saciedade, ajudando a evitar a fome emocional ou motivada pelo tédio.
  • Reduz a fadiga mental. A maneira como comemos, especialmente se alimentos ultraprocessados ​​estiverem incluídos na nossa dieta, produz picos de insulina, que são responsáveis ​​pela fadiga mental. Se, após o jejum, comermos alimentos naturais ou “bons processados”, esses picos são reduzidos.
Prato de regime

O jejum intermitente não é para todos

Apesar dos benefícios, tanto fisiológicos quanto psicológicos, o jejum intermitente não é para todos. As mulheres grávidas ou em período de amamentação, pessoas com diabetes tipo 1, pessoas com IMC muito baixo e/ou distúrbios alimentares, crianças, pessoas com insuficiência renal ou hepática não devem fazer jejum.

Além disso, o jejum intermitente pode gerar ansiedade, aumentar a obsessão por comida e até mesmo causar compulsão após períodos de jejum. Isso pode levar a transtornos alimentares, como transtorno da compulsão alimentar periódica e bulimia nervosa.

Portanto, se você possuir qualquer uma das condições acima, é melhor não fazer jejum intermitente. Mas se não, queremos convidá-lo a experimentá-lo para comprovar seus muitos benefícios. Lembre-se: você deve sempre consultar um profissional.

The post Benefícios psicológicos do jejum intermitente appeared first on A mente é maravilhosa.

De A mente é maravilhosa https://ift.tt/38DAzPJ



Estratégias para controlar as compras compulsivas

Para algumas pessoas, controlar as compras compulsivas exige muito esforço. Aquelas com tendência a comprar muitas vezes têm dificuldade em controlar os impulsos diante de itens dos quais não precisam. Elas agem dessa forma porque o ato de consumir diminui os seus níveis de ansiedade – gerados por outras preocupações. Assim, as compras compulsivas se tornam uma forma de alívio com consequências desagradáveis.

Após o alívio produzido pelas compras, o indivíduo sofre um intenso desconforto, em grande parte sustentado pelo sentimento de culpa. É assim porque, após a euforia inicial, a ansiedade reaparece. Devido às suas consequências, tanto a nível pessoal quanto familiar, neste artigo pretendemos compartilhar algumas estratégias para controlar as compras compulsivas.

Mulher arrependida por compras

Características das compras compulsivas

As compras compulsivas costumam estar associadas a transtornos de controle de impulsos. Comumente, são conhecidas como oniomania e estão associadas a transtornos de humor, transtornos alimentares e de personalidade. As principais características das compras compulsivas seriam as seguintes:

  • Compra de itens supérfluos e desnecessários.
  • Preocupação e ansiedade excessiva em relação à posse do objeto.
  • Insônia causada pelo desejo de possuir o artigo.
  • Desejos incontroláveis de comprar.
  • Satisfação imediata após a compra e cessação dos sintomas desagradáveis.
  • Sentimentos de culpa e insatisfação após as compras.

A posse desses objetos gera uma satisfação imediata. No entanto, a pessoa pode se sentir envergonhada ou culpada por não conseguir controlar um impulso que a levou a adquirir um bem de que não precisava e que compromete o seu orçamento ou a imagem que tem de si mesma (dissonância quanto ao autoconceito).

Esse sentimento de estar fazendo algo errado leva os compradores compulsivos a ocultar o seu comportamento, tentando esconder as suas ações e suas consequências econômicas para a família. Ao mesmo tempo, esses sentimentos de vergonha podem se tornar um gatilho para novas compras, uma vez que a pessoa associa a satisfação imediata da compra com o alívio de sensações desagradáveis.

Emoções associadas às compras e consequências a longo prazo

O desconforto é o estado que predomina em indivíduos com oniomania nos momentos anteriores à compra. Um desconforto que promete encontrar alívio com o consumo. Isso se traduz na compra como a “poção mágica” diante do mal-estar.

Essa “poção mágica” tem consequências: por um lado, a compra produz sentimentos de culpa duradouros. Surge um novo mal-estar que ativará o impulso para uma nova compra. Este é um círculo vicioso que encontramos em qualquer vício e que se torna ainda mais perverso com o aumento da tolerância (é cada vez mais necessário consumir mais para obter a mesma sensação de alívio). Por outro lado, as dificuldades financeiras podem se tornar evidentes, chegando até mesmo a pedir empréstimos ou vender objetos pessoais para obter dinheiro suficiente para realizar a compra.

Estratégias para controlar as compras compulsivas

Acima de tudo, é necessário iniciar uma terapia psicológica para controlar as compras compulsivas e estar atento aos períodos em que o risco de compra pode aumentar. É o caso das situações em que o indivíduo passa mais tempo em casa com acesso à Internet e portais de compras virtuais. O controle da compra compulsiva online costuma ser mais difícil devido à maior disponibilidade da oferta de artigos.

Da mesma forma, a família deve conhecer os principais sintomas desse transtorno para participar do processo. Caso contrário, pode haver o risco de que a própria família esteja gerando emoções e sensações desagradáveis ​​ao invalidar e culpar o indivíduo pelos problemas financeiros. Isso pode se tornar mais um item que desencadeia uma nova compra para eliminar o desconforto.

Aqui estão algumas diretrizes para controlar as compras compulsivas:

Evite os cartões de crédito

Pagar em dinheiro nos dá uma consciência maior do que estamos gastando. “Dói mais” pagar com notas do que com o cartão. Uma solução intermediária pode ser usar os cartões de débito. Com eles, só poderemos gastar o que planejamos e teremos a vantagem de não carregar dinheiro físico.

Estipule um valor máximo de compras por mês ou por semana

Ou seja, estipule um valor máximo que poderá gastar para a aquisição de itens opcionais. Evite reforçar as conquistas que alcançou neste sentido aumentando este valor. É muito positivo que nos recompensemos quando conseguimos cumprir o planejado; entretanto, não é aconselhável fazê-lo com algo que reforce o consumo. Nesse sentido, podemos compartilhar o nosso problema com alguém e desfrutar do reconhecimento que essa pessoa nos dá quando lhe comunicamos o nosso progresso.

Ir ao shopping center de transporte público

Isso vai nos levar a pensar mais na hora de nos locomovermos. Se quisermos comprar, teremos que investir mais tempo e o processo ficará mais desconfortável. Em muitos casos, o fato de ter que enfrentar filas e aglomerações já será uma circunstância com um forte poder dissuasivo.

Fazer um controle das despesas

O controle das despesas no final da semana (ou no final do mês) favorece a percepção do dinheiro gasto em itens que não são necessários. Assim, também é possível observar o tipo de artigos frequentes que costumamos comprar após sentirmos um determinado desconforto.

Mulher monitorando gastos

Sair com dinheiro suficiente apenas para comprar o que precisamos

Refere-se a sair apenas com o dinheiro que nos permita fazer as compras básicas planejadas. Dessa forma, não seremos capazes de adquirir mais nada. Além disso, uma reflexão preliminar sobre o que é básico nem sempre ajuda. Pense que, naquele estado de desconforto que motiva a compra, tudo parece essencial.

Controlar as compras compulsivas, como mencionado anteriormente, não é uma tarefa fácil. Porém, se o problema não for resolvido, pode controlar a vida do indivíduo afetando a sua qualidade de vida e a da sua família. A terapia psicológica é uma ajuda que funciona quando queremos sair desse círculo vicioso.

The post Estratégias para controlar as compras compulsivas appeared first on A mente é maravilhosa.

De A mente é maravilhosa https://ift.tt/2IxzIFu



Como a Yoga Transforma Nossa Vida

  Acredito que cada pessoa, incluindo você, gostara de  viver um pouco menos estressado (a) , não é mesmo? Este é um desejo bastante comum. ...