domingo, 4 de outubro de 2020

Fobia de elevadores

Ter medo é uma resposta natural que nos ajuda a nos salvar de certos perigos. Portanto, é comum ter medo de situações que são novas e que não controlamos. No entanto, também podemos sentir medo de elementos do nosso cotidiano; um medo que poderia ter sido adquirido por aprendizagem vicariante ou como resultado de uma experiência traumática. Em alguns casos, o medo se torna irracional, transformando-se em fobia. Um exemplo disso é a fobia de elevadores.

Os elevadores são uma fonte de ansiedade para muitas pessoas. São espaços pequenos e fechados, isolados do exterior, que podem trazer à tona o lado mais claustrofóbico de todos nós. No entanto, existem pessoas que realmente têm pavor de elevadores. Isso afeta muito o seu cotidiano, pois para estas pessoas, é impossível entrar em um deles, ou até pensar em fazer isso.

Fobia de elevadores

Os sintomas da fobia de elevadores

Os sintomas comuns de qualquer fobia são sudorese, tremores, dor de cabeça, náuseas, tonturas, taquicardia, hiperventilação e até vômitos. Para que uma fobia seja diagnosticada, é necessário que esses sintomas, além do medo exagerado, sejam vivenciados há pelo menos seis meses.

Uma peculiaridade da fobia de elevadores é que, embora seja tratada como uma fobia geral, é composta por dois tipos: claustrofobia e acrofobia. A primeira consiste no medo irracional de espaços fechados e dimensões limitadas. Por outro lado, a acrofobia é o medo extremo de altura.

Assim, os elevadores têm todas as características para atender a essas fobias, embora existam pessoas que têm mais medo de um dos dois aspectos. Isso faz com que aqueles que sofrem com a fobia de elevadores experimentem todos os sintomas de ansiedade ao subir em um deles, ou ao pensar que precisam chegar ao andar mais alto de um edifício.

O que causa esta fobia?

Geralmente, essa fobia se desenvolve a partir de experiências traumáticas relacionadas a elevadores. Assim, uma pessoa teria uma maior probabilidade de desenvolver uma fobia de elevadores se ficasse presa por um longo tempo em um deles. Também pode ser que essa experiência negativa tenha sido vivida por outra pessoa próxima ou conhecida.

Assim como acontece com outras fobias, o medo pode ser herdado. Isso significa que uma pessoa pode sofrer de fobia de elevadores porque alguém muito próximo a ela tem esse medo desde a infância e a alertou constantemente sobre os perigos. Ou pode ser que o medo apareça sem um motivo claro.

Outra possibilidade é que a pessoa tenha sofrido de um transtorno de ansiedade anterior independente dos elevadores e tenha entrado em um durante um momento crítico. A ansiedade funciona por associação. Portanto, ter experimentado sintomas de ansiedade intensos em um elevador pode fazer com que a pessoa tenha medo de entrar em um elevador e passar pela mesma coisa novamente.

Mulher com crise de ansiedade

Como essa fobia pode ser curada?

Se o medo ainda não for muito intenso, pode ser suficiente fazer alguns exercícios de respiração e relaxamento antes de entrar no elevador. É importante tentar não evitar fugir da situação, muito menos com comportamentos abruptos ou compulsivos que podem tornar a experiência ainda mais traumática.

Pode ser muito útil estar acompanhado por alguém da sua confiança para obter uma maior segurança. Além disso, essa pessoa pode intervir se você não se sentir bem ou precisar de algum tipo de ajuda. Da mesma forma, estar acompanhado e ter uma conversa nesse meio tempo pode ser uma distração muito simples que o ajudará a não se concentrar no medo.

No entanto, se essas orientações não forem suficientes, é melhor recorrer a um profissional para iniciar um tratamento psicológico adequado. Esses tratamentos são bastante diretos e consistem principalmente em três estratégias: reestruturação cognitiva, relaxamento e dessensibilização sistemática.

O primeiro tentará modificar aquelas crenças ou pensamentos negativos que interferem na relação normal entre a pessoa e os elevadores. Por exemplo, obter informações reais sobre quantos acidentes graves ocorrem em elevadores ou as chances de ficar preso.

Os exercícios de relaxamento se concentrarão na redução dos sintomas de ansiedade antes e durante a exposição a elevadores. Por sua vez, a dessensibilização sistemática consiste em expor gradativamente a pessoa ao objeto que a assusta.

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Pessoas sem tempo livre: o medo de parar

Existem pessoas sem tempo livre por vontade própria, que evitam ter momentos de ócio e desconexão. Por mais surpreendente que pareça, esse tipo de perfil existe e não são casos isolados. Há quem tenha medo de parar, quem sinta incômodo nos momentos de inatividade em que nada lhe é exigido senão ser e estar, ser você mesmo e deixar o tempo passar com calma e harmonia.

Haverá quem diga que tudo é uma questão de personalidade. Claro, muitos que, pelo seu caráter ativo e proativo, têm sempre a necessidade de se manter em movimento, inventando, criando, planejando… Agora, há outra esfera que é um pouco mais problemática e que é preciso considerar.

Existem aqueles que não conseguem conceber um momento de inatividade. Porque essa quietude, essa permissividade de “fazer nada”, dá lugar ao reencontro consigo mesmo. E, às vezes, essa realidade interna não é apreciada e parece desconfortável. Por outro lado, o fato de ter uma rotina fixa repleta de tarefas e atividades atua como uma válvula de escape e também como uma forma de esquecer.

Vamos mergulhar um pouco mais fundo neste assunto.

Pessoas sem tempo livre

Pessoas sem tempo livre: quando não fazer nada causa ansiedade

Nos últimos anos, frases como “Não tenho tempo para nada” se tornaram cada vez mais comuns. De alguma forma, nos acostumamos a preencher nossos dias com listas de tarefas e obrigações. Assumimos, inclusive, que ter coisas para fazer nos oferece um certo status.

Estar ocupado e preocupado é normal, é o que “devemos fazer”. Aquela pessoa preguiçosa, que não faz nada, que desacelera e tem tempo livre, é vista com surpresa na nossa sociedade.

Porém, sejamos claros, o problema não está em quem opta por não fazer nada durante algumas horas do dia e decide descansar de forma saudável. Longe de atribuir epítetos como “preguiçoso” ou “irresponsável”, na verdade, quem se proporciona lazer está dando a si mesmo qualidade de vida. Por outro lado, os obcecados com o “tenho e preciso fazer” são aqueles que às vezes vivem realidades problemáticas.

Quando não fazer nada leva à ansiedade

A expressão “não fazer nada” costuma ser um tanto controversa. Às vezes, pode ser o resultado claro de um descuido das próprias funções, de não cumprir o que se espera de nós. Agora, quando usamos essa frase no contexto do tempo de lazer, não fazer nada na verdade se traduz como necessário, saudável e até produtivo.

  • Ler, caminhar, descansar, ter boas conversas, desfrutar de uma paisagem e do aqui e agora são ações cheias de significados. No entanto, existem muitas pessoas para as quais essas atividades geram uma grande ansiedade.
  • Pessoas sem tempo livre, aquelas que sempre têm algo para fazer, não sabem realmente o que é relaxar.
  • O simples fato de se sentarem e saberem que não têm nada pendente, que não têm obrigação de fazer nada, gera ansiedade.
  • Elas não apenas se sentem improdutivas, mas também têm a sensação de estar fazendo algo errado, de estar falhando em algo ou com alguém.
  • Por outro lado, algo notável também pode acontecer. O tempo de lazer também é um convite para nos reconectarmos. Isso é algo essencial que devemos praticar todos os dias. Porém, há muitos que não se sentem à vontade para fazer isso.

Às vezes, esse universo pessoal esconde fatos que precisam da nossa atenção. É inútil nos escondermos no trabalho porque o desconforto continuará presente.

Mundo acelerado; mentes aceleradas sem a capacidade de desfrutar do lazer

Às vezes, caímos em um estilo de vida em que estar ocupado (seja com o que for) é normal. Com isso, não apenas normalizamos a incapacidade de aproveitar os momentos de lazer, mas também lançamos as bases para os estados de ansiedade.

  • Tem gente que procura mil ocupações até nas férias. Ao fazer isso, essas pessoas se sentem competentes e até produtivas novamente. Desse modo, também percebem que se enquadram nos moldes dessa sociedade exigente que quer que nos ocupemos (e também que nos preocupemos).
  • Essas situações dão a partida no motor da mente acelerada, incapaz de relaxar, alérgica ao silêncio interior e incapaz de apreciar o presente. Porque para a ansiedade, só contam as tarefas pendentes e a pressão do amanhã.
Ursinho de pelúcia em travesseiro

Pessoas sem tempo livre incapazes de entender que lazer é sinônimo de saúde

Pessoas sem tempo livre não param. Mas tenha cuidado: trabalhar muito não é sinônimo de mais produtividade. Elas não são mais brilhantes ou felizes por passarem mais tempo em uma ocupação. Além do mais, uma vida agitada sem tempo para o lazer leva a desconfortos e transtornos mentais como ansiedade, depressão, etc.

O lazer também é saúde, e o fato de não fazer nada em algum momento do dia pode ser extremamente benéfico. Não precisamos esperar as férias para nos permitirmos esses momentos de calma e inatividade. Dar a nós mesmos duas ou três horas de tranquilidade e silêncio reduz o estresse, aumenta a criatividade e favorece a boa saúde mental.

Portanto, é hora de mudar nosso esquema mental: estar sempre fazendo algo também pode ser contraproducente. A vida só pode ser saboreada quando nos proporcionamos um tempo de qualidade, e isso muitas vezes acontece através do lazer, da tranquilidade, e até mesmo da arte de não fazer nada.

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sábado, 3 de outubro de 2020

A intimidade nos relacionamentos: confiar e se entregar

A intimidade nos relacionamentos – sejam amorosos, de amizade ou de trabalho – define amplamente o que realmente somos e sentimos. Se você confiar e se entregar, receberá muitas coisas. Neste mundo com um certo vazio e superficialidade, certamente temos sido saqueadores ou provedores emocionais.

Quando as luzes se apagam, longe dos olhares alheios, o saqueador não tem nada a oferecer ou dizer a si mesmo. Por outro lado, os provedores emocionais têm raízes em seus corpos que florescem em memórias que, de forma simbólica, lhes dão vida novamente.

O importante é que quem busca relacionamentos vazios não esvazie os outros. Ainda há pessoas que acreditam em doar, em se entregar para que a intimidade seja possível. Eles já entenderam que, no final, esta é a única coisa que nos resta.

Casal maduro apaixonado

Reciprocidade e intimidade nos relacionamentos

Disseram-nos que para sermos amados “devemos nos fazer respeitar”. Não nos entregarmos excessivamente, guardar “algumas cartas na manga”, repartir-nos “em pedacinhos”. Porém, conheço pessoas que vão morrer sendo “muito respeitáveis”, mas talvez sem saber o que é amar de verdade.

No amor, não existem regras desse tipo. O amor não é programado e nem sempre é justo. Se fosse, teria a qualidade da equidade, o quid-pro-quo. Não é verdade; no amor, ou melhor, na arte de amar, ocorrem desequilíbrios e descompensações.

Por outro lado, o oposto do amor é a cobiça. A pessoa apenas recebe dos outros e se sustenta. Ela os saqueia, os manipula. Sabe exatamente o que deseja. A sua ganância suga a energia e a vida dos demais para o engrandecimento pessoal. As pessoas gananciosas se perguntam: “O que eu posso obter dos outros?” No entanto, as pessoas que oferecem amor perguntam: “Como posso me doar mais aos outros?”

Sem medo de se mostrar vulnerável

A maioria das pessoas se casa e espera compartilhar uma vida juntos, mas, na realidade, 40/50% desses casamentos terminam em divórcio.

Além disso, os casamentos estáveis ​​não são necessariamente os mais felizes: as pessoas mantêm relacionamentos insatisfatórios por uma variedade de razões (por exemplo, filhos, finanças, religião). A questão, então, não é de mera estabilidade, mas também de qualidade. Existem muitos saqueadores emocionais chamados de “maridos”.

Casal se abraçando

O que posso dar em um relacionamento íntimo: coletar para crescer

Cada tipo de relacionamento é caracterizado pela necessidade de certos nutrientes em uma quantidade muito particular. Isso vai depender das pessoas que o formam, mas também das circunstâncias e do vínculo. Vejamos quais aspectos podemos ressaltar para fortalecer a intimidade de um relacionamento.

  • A amabilidade é essencial em qualquer tipo de relacionamento, e a reciprocidade valoriza a gentileza. Os comportamentos desagradáveis ​​enfraquecem os relacionamentos.
  • Cuidar do relacionamento e fazer o nosso melhor: pesquisas recentes apoiam a ideia de que as pessoas que trabalham ativamente em seus relacionamentos ajudam a torná-los felizes e duradouros (Ogolsky & Bowers, 2013).
  • Os comportamentos que predizem com segurança o sucesso do relacionamento incluem: expressar emoções positivas, ser aberto, dar garantias relacionais, usar os círculos individuais de apoio, bem como pontos de apoio do próprio relacionamento, e compartilhar sem muitos conflitos as responsabilidades implícitas em um relacionamento duradouro.
  • Se não for importante, é melhor deixar ir: em um estudo recente, pesquisadores perguntaram a uma amostra de divorciados por que os seus casamentos fracassaram. Os participantes citaram discussões frequentes como um dos principais fatores, perdendo apenas para a infidelidade (Scott, Rhoades, Stanley, Allen e Markman, 2013). Eles descreveram como uma discussão, inicialmente sem importância, poderia acabar sendo a origem de um grande problema.
  • Mostrar o seu amor: a pesquisa mostra que elogios, quando entendidos como sinceros e significativos, podem ter um benefício surpreendentemente poderoso para a satisfação do relacionamento (Marigold, Holmes, & Ross, 2007).
  • Re-comprometer-se todos os dias. Quando as pessoas pensam em amor, os componentes emocionais da paixão e da intimidade costumam ser os primeiros que veem a mente, mas o compromisso é, na verdade, o preditor número um da satisfação no relacionamento, especialmente nos relacionamentos longos. (Acker e Davis, 1992).

Os relacionamentos românticos são interações cotidianas e, como tais, são sempre mutáveis ​​e complexos. A receita para um casamento bem-sucedido existe, mas as pesquisas indicam que a vontade e a capacidade de entrega são fundamentais.

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Salamba Sirsasana

Primeiro vamos traduzir este termo para o nosso bom e velho Português BR.

Salamba quer dizer “com apoio” (sa é “com” e alamba é “apoio”) e sirsa é “cabeça”

Então, vai ficar algo parecido com pose com apoio da cabeça, certo?

Este asana lhe proporciona coragem, força de vontade, concentração e autoconfiança.

O Que Você Precisa Saber

Você já experimentou fazer o Salamba Sirsasana, mas não funcionou do jeito que você queria? Aqui, desejo lhe mostrar em três passos como obter um pouco mais de segurança neste asana.

Antes de começarmos, alguns conhecimentos básicos sobre o Salamba Sirsasana, em sânscrito:

  • Salamba = unterstützt
  • Shirsha = Kopf
  • Asana = Haltung

Em português:

  • Salamba = apoiada
  • Shirsha = cabeça
  • Ásana = postura

É necessário um pouco de coragem e confiança para realizar esta pose com precisão. Especialmente porque falam que o Salamba Sirsasana possui vários pontos negativos, no pior dos casos, você pode até se machucar.

É ainda mais importante usar o bom senso e prestar atenção ao que seu corpo diz.

Se você olhar cuidadosamente enquanto pratica, você vai perceber que já aprendeu muito para esta postura invertida no básico (endireitar, afastar os ombros das orelhas, esticar e segurar a coluna cervical – deve ser possível fazer isto de um ângulo diferente).

Porém, é sempre indicado praticar regularmente asanas gerais a partir de uma posição de base fixa. Estes são exercícios permanentes que preparam o seu corpo.

Pode ser que essa postura funcione melhor para você se você não a forçar muito. Já ouvi relatos de pessoas que queriam realmente ser capaz de ficar de pé sozinho.

Talvez, a escolha consciente é você aguardar uma média de seis meses e concentrar-se em todos os outros asanas e só então voltar a prática do Salamba Sirsasana, certamente você estará mais forte e conectado consigo mesmo. Conhecendo todos os seus limites e possibilidades.

O Salamba Sirsasana é uma postura de ioga desafiadora que possui várias qualidades positivas: desenvolvemos coragem, treinamos nossa concentração e memória, fortalecemos nossa força de vontade e nossa autoconfiança.

A criatividade é aguçada. Além disso, este asana tem um forte efeito rejuvenescedor porque pelo fato de durar mais tempo e criar mais circulação na cabeça, promovendo o equilíbrio.

O apoio de cabeça é uma bênção para a coluna vertebral, pois é idealmente alinhado – se feito corretamente. As veias das pernas se tornam mais leves.

Para Quem é Recomendado?

Pode ser que você veja o Salamba Sirsasana sendo apresentado como uma posição básica com um nível de dificuldade 4 de 60 (o mesmo nível de dificuldade que Utthita Parshvakonasana).

Pergunte a qualquer praticante de yoga experiente e ele certamente lhe responderá que náo pensa dessa forma, ainda que aprecie Iyengar e sua técnica. Todos os iniciantes são completamente “esmagados” por ela e mesmo aqueles que praticam regularmente atingem rapidamente seus limites.

Compreender o Salamba Sirsasana talvez não tão simples para nós, ocidentais.

Porque muitas vezes nos sentamos, seja no carro, no escritório, em nossa mesa ou em frente ao computador, até mesmo conversamos ao telefone com o telefone entre nossos ouvidos e ombros, nos curvamos e nos deitamos no sofá depois do trabalho, isso para mencionar apenas alguns dos costumes gerais.

Em resumo, o que acontece é o seguinte: A coluna vertebral cede, os músculos se apertam, a postura natural se torna tensa. O resultado é a dor.

Se você está familiarizado com o que mencionei acima, indico fortemente que pratique ioga regularmente!

Isto esticará, torcerá e revitalizará a coluna vertebral e o pescoço, além de fortalecer os músculos ao redor da coluna vertebral. Você terá mais flexibilidade novamente. Não é à toa que muitas pessoas dizem que depois de uma aula de ioga você se sentirá 5 cm mais longo e mais ereto.

O apoio de cabeça é adequado para qualquer pessoa que tenha praticado regularmente durante 1 ano com um instrutor de ioga bem treinado e não tenha nenhuma lesão na coluna cervical.

Outros Benefícios Deste Asana

 O Rei: O Salamba Sirsasana é conhecido como o “rei dos asanas”. Como podemos perceber:

Ao nascer, geralmente a cabeça sai primeiro, depois os outros membros. O crânio envolve o cérebro, que controla o sistema nervoso e os sentidos.

O cérebro é a sede da inteligência, do conhecimento, do discernimento, da sabedoria e do poder. É a sede da alma.

No Bhagavad-Gita é dito: “Harmonia (sattva), atividade (rajas) e indolência (tamas), são as qualidades da natureza. Eles estão rapidamente unidos, ó grande Arjuna, no corpo aqui o espírito, o imortal.

Em resumo: o exercício regular tem um efeito rejuvenescedor sobre as células cerebrais, porque mais sangue flui para elas. Os pensamentos provavelmente se tornarão mais claros e a mente mais alerta.

O sistema imunológico é reforçado e os pulmões são ventilados por baixo. Isto significa que a sensibilidade a resfriados, tosse ou amigdalite reduz. O corpo retém seu calor. A formação de hemoglobina no sangue é bastante melhorada.

Evita a constipação. Você provavelmente notará que com a prática regular e correta, o Salamba Sirsasana cria equilíbrio e fortalece sua autoconfiança.

Aprenda fazer também yoga para os olhos.

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Colocar o outro em um pedestal o impede de ver quem você é

A sensação de se conectar com alguém profundamente é tão mágica e gratificante que pode nos cegar. A plenitude que vivenciamos em certos laços afetivos, somada às nossas próprias carências e desejos, pode nos levar a distorcer a imagem que temos de certas pessoas. No entanto, colocar o outro em um pedestal é perigoso e prejudicial em vários níveis.

Cabe pensar que identificar, avaliar e destacar as qualidades positivas daqueles com quem partilhamos a vida seja benéfico. No entanto, se cairmos na armadilha de idealizá-los, de negar suas partes sombrias, nos impediremos de vê-los e de nos ver como realmente somos. Quando isso acontece, quando colocamos o outro em uma posição superior, a nossa própria expressão pessoal sofre. Vamos analisar o motivo.

Mulher apaixonada

O que quer dizer colocar o outro em um pedestal?

Nem sempre é fácil identificar quando estamos idealizando alguém. As sensações que sentimos por ter um conceito elevado do outro são aparentemente agradáveis ​​e positivas. Admiramos suas virtudes, gostamos da sua companhia e nos sentimos afortunados pela mágica coincidência dessa pessoa ter cruzado o nosso caminho. O problema surge quando esquecemos que, como todo mundo, essa pessoa é um ser humano e, portanto, imperfeito. 

Cometemos um erro quando alimentamos tanta idealização a ponto de obscurecer completamente a nossa capacidade de discernimento. Identificar onde os outros podem melhorar não significa que você vai parar de amá-los, pelo contrário; aceitar a pessoa com suas luzes e sombras melhora qualquer relacionamento. Nesse sentido, colocar o outro em um pedestal não ajuda.

A idealização nos relacionamentos

Com frequência, a idealização surge no âmbito dos relacionamentos românticos. Isso é causado pelas reações bioquímicas da paixão inicial. Porém, se tudo seguir seu curso natural, a passagem do tempo nos ajuda a conhecer nosso parceiro mais profundamente, transformando o relacionamento em um amor mais calmo e sincero, no qual o outro é visto com mais clareza.

No entanto, quem tem baixa autoestima, medo da rejeição ou abandono e, principalmente, os mais jovens, podem ficar “presos” nas cognições desse primeiro estágio. Ao idealizar o parceiro ou parceira, além de exagerar nas suas qualidades, atribuindo-lhe outras que na verdade não possuem, existe também uma cegueira quanto àqueles pontos que poderiam melhorar. Dessa forma, a pessoa adquire um ar de perfeição, infalibilidade e superioridade aos olhos de quem a idealiza.

Um dos grandes problemas da idealização é que ela pode gerar submissão. Se o outro aparentemente é “perfeito”, tudo o que ele diz ou pede deve ser lei e um ponto de segurançaIdealizar o parceiro também pode nos levar a focar excessiva e exclusivamente nele, deixando de lado outras áreas e aspectos importantes das nossas vidas.

A pessoa idealizada também sofre

Paradoxalmente, quem é idealizado também sofre, pois carrega nas costas as expectativas da outra pessoa, com a tarefa de completá-la e fazê-la feliz. Desse modo, a pessoa idealizada pode sentir que seu parceiro ou parceira não a conhece de verdade ou que dificilmente será um estímulo para fazê-la crescer.

Além disso, essa situação também pode ocorrer em relacionamentos que não são amorosos: trabalho, família, amigos, etc. Portanto, não é apenas o amor que pode ser prejudicado.

A pessoa idealizada também sofre

Como deixar de colocar o outro em um pedestal?

Então, se você detectou essa tendência na sua vida e quer deixar de colocar o outro em um pedestal, comece tirando os véus. Procure analisar as situações, conversas e ações de cada pessoa de forma objetiva.

Pergunte a si mesmo o que você realmente pensa e não tenha medo de discordar, não tenha medo de que qualquer uma das características ou atitudes do outro o desagrade ou pareça improvável. Se você o ama, permita que ele cometa erros e comece a vê-lo como um ser humano de carne e osso.

Da mesma forma, comece a se empoderar. Muitas vezes, o que nos desperta admiração e fascínio quando o enxergamos nos outros é exatamente o que desejaríamos para nós mesmos. Então, trabalhe em você mesmo, molde-se, cure-se e torne-se a sua melhor versão.

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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Quem é o pai da psicologia?

Ele estudou filosofia e medicina. Era um homem introspectivo, muito dedicado à meditação e ao estudo. Um dos seus propósitos era separar a psicologia da filosofia e lhe dar espaço, transformá-la em ciência e mostrar que era um ramo de conhecimento próprio. O pai da psicologia nasceu na Alemanha em 1832 e se chamava Wilhelm Wundt.

É curioso como o nome deste notável cientista e pedra angular no campo da psicologia passa despercebido pelo grande público. Se perguntássemos a alguém neste momento quem é a figura mais decisiva nesta ciência, sem dúvida surgiriam nomes como Sigmund Freud, Carl Jung, William James ou Albert Ellis. No entanto, Wundt investigou como ninguém conceitos que mais tarde seriam fundamentais para a compreensão dessa área do saber e do comportamento humano.

Além disso, se havia algo que diferenciava Wilhelm Wundt, era a sua determinação. Ele queria entender o que aquilo que chamamos de “consciência” realmente era, e também ansiava por entender o que as leis da mente significavam para ele. Para tanto, fez o que outros ainda não haviam pensado: criar o primeiro laboratório voltado exclusivamente para a psicologia. 

Símbolo da psicologia

Quem é o pai da psicologia?

Se nos perguntarmos quem é o pai da psicologia, devemos voltar no tempo. Nos situaremos na Alemanha de 1857, justamente quando Wilhelm Wundt se formou em medicina pela Universidade de Heidelberg com o título de cum laude, sendo o melhor de sua classe. Algum tempo depois, iniciou as suas práticas com Hermann von Helmholtz, conhecido por suas grandes contribuições para o campo da fisiologia.

No entanto, as relações entre Helmholtz e Wilhelm Wundt não eram particularmente boas. Tanto é que ele acabou indo para a Universidade de Leipzig estudar filosofia, e assumiu a pasta de psicologia desta faculdade. Agora, para entender a importância de Wundt, devemos primeiro destacar um aspecto importante. Até então, a psicologia era considerada parte da filosofia.

Naqueles anos, as ideias clássicas herdadas de Platão e Aristóteles ainda estavam enraizadas na comunidade científica. Eram aquelas em que, ao definir o que era a mente, continuavam a aparecer terminologias como “alma” ou “espírito”. Posteriormente chegaria Descartes, que, desligando-se desses conceitos, separou o “eu pensante” – res cogitans – da matéria ou do corpo.

Aos poucos, a compreensão dos aspectos psicológicos foi se tornando independente da tradição filosófica, embora esse grande passo, o mais decisivo, tenha sido dado por Wilhelm Wundt.

O que impulsiona a vontade humana?

Se nos perguntarmos quem é o pai da psicologia, diremos que ele foi alguém capaz de se fazer perguntas e buscar as respostas por si mesmo. Algo que aparentemente nos parece fácil, de modo algum o era naquela época em que tudo o que se relacionava com a psicologia estava suspenso para o mundo das ideias, da abstração e da reflexão.

Wilhelm Wundt queria evidências baseadas na experimentação; ele queria dados, evidências factíveis e verificáveis com as quais pudesse apresentar teorias. Assim, uma das questões que mais o orientaram ao longo da sua vida acadêmica e profissional foi entender o que rege a vontade humana. Ele chamou essa área psicológica de vontade, escolha e propósito.

Por que fazemos o que fazemos? O que nos impulsiona a escolher certas coisas? Por que cada um de nós tem motivações específicas? Wundt foi um forte defensor da perspectiva científica; portanto, todos esses processos que definiram a psicologia poderiam ser estudados e investigados em laboratório.

O instituto de psicologia experimental da universidade de Leipzig

Wilhelm Wundt abriu o primeiro instituto de psicologia experimental em 1879. Ele o montou na Universidade de Leipzig. Este fato, por si só, é considerado o início da psicologia moderna. Todas as investigações e técnicas aprendidas em seus anos no departamento de fisiologia com Hermann von Helmholtz foram de grande utilidade para ele.

Esse laboratório começou a despertar o interesse de outros médicos e também de alunos de universidades alemãs, a tal ponto que muitos passaram a fazer parte de seus famosos experimentos. Eles foram submetidos a vários estímulos e, então, tiveram que explicar quais sentimentos e pensamentos tiveram. Todos esses dados foram medidos de forma objetiva e rigorosa.

Essas análises, tão precisas quanto as de um químico, proporcionaram dados valiosos para entender um pouco melhor os processos mentais, de consciência, de vontade, etc.

Wilhelm Wundt

Wilhelm Wundt é o pai da psicologia

Um dos seus livros mais importantes foi Fundamentos da psicologia fisiológica e psicologia dos povos. No entanto, seu legado mais interessante está nos relatórios dos seus mais de 100 experimentos, publicados sob o nome de Philosophische Studien. Foram 21 anos da sua vida em que ele se aprofundou e lançou as bases da psicologia.

O que ele também fez foi treinar os psicólogos das novas gerações, figuras que mais tarde trariam o behaviorismo, como Watson, Pavlov e Skinner. Todos eles continuariam com as pesquisas experimentais e com aquela abordagem claramente objetiva.

Para concluir, lembremos seu nome e lembremos a figura de Wilhelm Wundt como a daquele homem curioso que se esforçou para transformar a psicologia em ciência.

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O que é a biopolítica?

A biopolítica ou governo da vida é um conceito criado por Michel Foucault. Tem a ver com o desdobramento de tecnologias, práticas, fundamentos e estratégias para introduzir a lógica do poder no cotidiano das pessoas.

Na opinião de Foucault, a biopolítica nasceu porque, para o poder, não era suficiente introduzir a divisão de classes, a propriedade privada e a exploração dos chamados recursos humanos. Além disso, era necessário que os explorados aceitassem essas regras do jogo e as aplicassem voluntariamente.

A biopolítica é um fator que se instala na consciência das pessoas e as leva a aceitar o poder de forma efetiva, com passividade e, inclusive, sentindo-se felizes em fazê-lo. Para tanto, há uma série de práticas que são exercitadas sobre o indivíduo, inclusive antes do seu nascimento, e que sutilmente o levam a incorporar certos valores e lógicas na vida.

“A ‘psiquiatrização’ da vida cotidiana, se examinada de perto, possivelmente revelaria a invisibilidade do poder”.
– Michel Foucault –

Michael Foucault

A biopolítica e as tecnologias de poder

A biopolítica é implementada por meio de uma série de tecnologias de poder que buscam estabelecer o controle sobre as pessoas. Algumas das ferramentas que utiliza, no caso do capitalismo, são a estatística, a psicologia, a sociologia, etc.

A partir do momento em que a pessoa nasce, e antes mesmo disso acontecer, passa a fazer parte de um registro de controle implementado a partir do poder. Ela ainda nem respira e já é necessário avisar o seu nascimento a uma instituição, que se encarrega de registrá-la e lhe atribuir um número.

Também nasce dentro de uma instituição médica que determina o que é “normal” e o que não é. A instituição médica examina, aplica uma série de procedimentos no bebê e o classifica dentro de uma lógica. Isso continuará para sempre.

Nem sempre foi assim

As coisas nem sempre foram assim. Em outra época, todos esses eventos pertenciam ao domínio da vida privada. Atualmente, todo esse ritual supõe a possibilidade de entrar no âmbito de um poder e receber os direitos ou benefícios dele derivados, embora em muitos lugares esses benefícios ou direitos não existam, ou não se concretizem.

Ao longo da vida, continua sendo assim. Os eventos importantes, como atingir uma certa idade, casar, se divorciar, etc., continuam a ser registrados por meio de algum instrumento público. Para que serve isto?

Basicamente, serve para o poder vigiar a vida das pessoas. Elas precisam cumprir as regras estabelecidas por lei, que lhe serão exigidas pela sociedade para ter acesso à escola, emitir documentos, etc. No entanto, em essência, individualmente, os registros são basicamente inúteis.

As normas da biopolítica

O veículo pelo qual a biopolítica se efetiva são as normas. Nesse sentido, Foucault faz uma diferenciação entre a norma e a lei. A lei rege a vida social, enquanto a norma trata da vida individual.

As normas não determinam apenas a forma de comportamento social que tem a ver com o respeito ao espaço ou aos direitos dos outros. Além disso, também existem regras para sentir, para dançar, até para beijar ou fazer amor. Há uma série de códigos que dizem o que é certo e o que é errado em cada uma dessas áreas.

A arma do poder, diz Foucault, é o uso das tecnologias. Elas nos levam a tentar, por todos os meios, nos encaixar dentro dessas normas, sem questionar se fazer isso é certo ou não. Além disso, existe a promessa de que todos ficarão felizes se puderem seguir essas regras.

Manipulação

E a liberdade?

O grande acerto da biopolítica é que o poder consegue tudo o que deseja de uma maneira muito sutil. O estado não diz diretamente como você deve fazer amor; usa a publicidade ou os folhetos de propaganda do ministério. Assim, temos as dicotomias “bom/mau” ou “normal/anormal”. Para isso também existem os pais e as escolas, que devem seguir ditames muito claros. O tempo todo eles operam sobre o comportamento, os pensamentos, os afetos, etc.

O que emerge de tudo isso, na perspectiva da biopolítica, é um sujeito que se sente livre, mesmo que não o seja. Na verdade, o próprio poder cria mecanismos para administrar a rebeldia. Existem campeonatos de futebol, videogames ou atividades de alto risco para lhe dar uma margem de transgressão.

Para Foucault, o pensamento crítico representa a única forma de resistência a esse poder avassalador. A questão do porquê e a concepção de novas formas de fazer, sentir, pensar, etc., são formas de limitar ou reduzir a ação da biopolítica.

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