domingo, 27 de setembro de 2020

Galeno, a biografia de um médico brilhante

A biografia de Galeno está tão intimamente ligada à história da medicina que todos os médicos hoje, de alguma forma, reconhecem o seu nome. Depois de Hipócrates, ele é considerado o mais famoso representante do campo da saúde na antiguidade. As suas contribuições foram decisivas para as ciências médicas como são conhecidas hoje.

Os conceitos de Galeno guiaram a medicina por mais de mil anos. Os seus estudos sobre o corpo humano estabeleceram as bases para toda a anatomia. Entre as suas muitas contribuições está a descoberta de que não circulava ar nas veias, mas sangue. Além disso, também foi responsável pela descrição das válvulas do coração, as funções dos rins e da bexiga e algumas noções básicas do cérebro.

Galeno também foi um dos primeiros a testemunhar e descrever uma epidemia. Ele foi uma testemunha da linha de frente da peste Antonina, também conhecida como “a peste de Galeno”. Ela dividiu a história do mundo antigo em duas partes e, embora os médicos nunca a tenham compreendido totalmente, deixaram dados importantes sobre ela.

“O hábito é uma segunda natureza”.
– Galeno –

Sistema circulatório

Galeno era um predestinado?

Ele nasceu no ano 129 ou 130 da nossa era, em Pérgamo, uma cidade que estava sob o domínio grego e que hoje faz parte da Turquia. Este médico nasceu no seio de uma família rica e aristocrática. O seu pai era Aelius Nicon, um próspero arquiteto e proprietário de terras. Pouco se sabe sobre a sua mãe, exceto que ela tinha um temperamento difícil.

Os pais de Galeno deram ao filho uma educação sólida. Diz-se que seu pai sonhou uma noite com Asclépio, o deus da medicina. Nesse sonho, o próprio deus disse a ele que seu filho deveria estudar medicina. Por esse motivo ou por outro, o pai o incentivou a seguir essa profissão.

Galeno inicialmente estudou no Aesculapion em Pérgamo, que era uma espécie de templo de cura. Ali, o conhecimento médico da época se combinava com as crenças religiosas. Mais tarde, o futuro médico foi estudar em Esmirna e Corinto, onde conheceu a obra de Hipócrates, que influenciou decisivamente a sua formação.

Um médico proeminente

Mais tarde, Galeno foi para Alexandria, que naquela época era a verdadeira Meca do conhecimento. Lá ele completou sua formação, principalmente em anatomia e fisiologia. Naquela metrópole, era possível dissecar cadáveres e isso lhe permitiu compreender melhor o funcionamento do corpo humano.

Ele voltou para a sua cidade natal quando seu pai morreu. Lá, ele se tornou médico na escola de gladiadores e isso lhe permitiu se familiarizar com golpes e feridas. Ele esteve neste trabalho por cerca de quatro anos, enquanto crescia a sua reputação de curador eficaz.

No ano 162 ele foi morar em Roma, a “capital do mundo” na época. O seu prestígio cresceu, a ponto de se tornar médico pessoal de vários imperadores: Marco Aurélio, Cômodo e Sétimo Severo. A estadia em Roma lhe permitiu dar rédea solta ao seu papel de pesquisador. Acredita-se que, nessa época, ele tenha escrito cerca de 400 obras, das quais apenas 150 foram preservadas.

Marco Aurélio

Uma marca definitiva na biografia de Galeno

Em Roma, as dissecações eram proibidas, então Galeno teve que fazer as suas pesquisas com animais, às vezes vivos, às vezes mortos. Isso, no mínimo, possibilitou que ele entendesse o funcionamento básico dos rins e da medula espinhal. Infelizmente, grande parte de sua obra foi queimada em um incêndio em 171.

A sua obra principal foi o Methodo medendi ou Sobre a Arte de Curar, um tratado que vigorou por 15 séculos. O trabalho desse médico também é considerado a base essencial da farmacopeia. Uma de suas grandes virtudes é ter sido um experimentador consagrado, isto é, um homem da ciência que procurava evidências para construir o conhecimento a partir das suas pesquisas.

Sua biografia mostra que Galeno também estava convencido de que o conhecimento médico não poderia surgir ou ser exercido se não fosse acompanhado por uma ética profunda. Ele acreditava que a medicina era, antes de tudo, uma arte filantrópica, que o médico devia ser virtuoso e disciplinado, e que acima de tudo, devia se caracterizar pela sua temperança.

Antes de morrer, este famoso médico voltou para a sua terra natal, Pérgamo, onde morreu por volta do ano 216. Sem Galeno, nem a medicina nem a química farmacêutica teriam avançado tão rapidamente em seus conhecimentos.

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Por que tenho dificuldade de me relacionar com as pessoas?

“Tenho dificuldade de me relacionar com as pessoas, há algo fora do normal em mim? Que tipo de problema eu tenho?”. Essa é uma questão recorrente em quem tem dificuldades para socializar, fazer amizades, encontrar um parceiro ou agir com assertividade em qualquer contexto. Independentemente do que podemos acreditar, esse é um problema bastante comum.

Dizem que Agatha Christie tinha um profundo medo de fazer aparições públicas e dar entrevistas. Jorge Luis Borges, por sua vez, sempre foi um tímido consumado, a ponto de mandar seu amigo Oliverio Girondo para substituí-lo em tarefas públicas.

Nenhum deles era bom em socializar, mas a verdade é que eles também não queriam isso. Simplesmente preferiam seus espaços seguros, sua cotidiana vida criativa. Quem tem limitações para socializar, na verdade, quer socializar, deseja ter uma maior resolução e habilidade com pessoas para se deslocar na universidade, no trabalho, em locais de entretenimento e em qualquer lugar onde simplesmente haja outras pessoas.

Assim, embora figuras, como as já citadas ou outras, como Albert Einstein e os escritores Cormac McCarthy e Harper Lee, manifestassem evidentes traços de timidez, nem todas as pessoas que têm problemas de sociabilidade realmente são tímidas.

Vamos entender um pouco mais o que está por trás desses comportamentos.

Jovem lidando com a timidez

Causas da dificuldade de se relacionar com as pessoas

Quando uma pessoa se pergunta por que tem dificuldade de se relacionar com os demais, ela está pensando em algo bastante comum. Está pensando que nossa sociedade valoriza em excesso a extroversão, uma personalidade aberta, aquela figura social dotada (na aparência) de uma excelente habilidade de se conectar e se destacar.

No entanto, assumir essa ideia é, de certa forma, um erro. Tanto introvertidos quanto extrovertidos podem ser bem-sucedidos socialmente. Além do mais, também existem personalidades extrovertidas com claros problemas para se relacionar e até construir relacionamentos. Destacamos isso como um fato concreto: a dificuldade de socializar de maneira efetiva e feliz nem sempre depende da timidez ou da introversão. É um fator que influencia, é verdade, mas não o único.

Vamos analisar as causas em detalhes.

Regras relacionais internalizadas na infância

Um fator decisivo que explica nossas habilidades ou dificuldades de nos relacionar está na infância. A maioria de nós internalizou inconscientemente as regras relacionais incutidas em nós por nossos principais cuidadores. Se eles mesmos não eram bem-sucedidos nessa tarefa com os outros, também não o eram conosco.

A mesma coisa acontece com a nossa comunicação. Se as competências linguísticas de nossos pais não eram muito fortes e eles não interagiam muito conosco, isso também causa um efeito.

  • A presença de cuidadores pouco afetuosos sempre terá um impacto nas competências verbais, emocionais e comportamentais da criança.
  • Podemos ter meninos e meninas extrovertidos com sérias limitações nas habilidades sociais e de relacionamento, como um efeito direto dessa criação.
  • Ambientes familiares disfuncionais, autoritários ou, ainda mais, o fato de viver em um ambiente com pouco contato social, também causam essas limitações relacionais.

Dimensões psicológicas e neurológicas

Nem tudo tem sua origem na nossa infância. Às vezes, a razão pela qual as pessoas têm dificuldade de se relacionar tem como origem fatores psicológicos e até neurológicos.

Estes seriam alguns exemplos:

  • Transtorno do espectro autista. Dentro dessa condição, existe, por exemplo, a síndrome de Asperger, que, em muitos casos, pode passar despercebida. Isso explica por que muitos adultos apresentam esses problemas na interação social.
  • A ansiedade e o estresse são fatores que também limitam e atrapalham nossas habilidades de socialização.
  • Condições psicológicas como o transtorno de personalidade antissocial, a fobia social e a agorafobia também estão por trás dessas dificuldades. Contudo, nesses casos, são realidades em que a própria pessoa deliberadamente foge ou se esquiva do contato social.

A sensibilidade para a percepção sensorial

No início, falávamos sobre como figuras como Agatha Christie ou Borges fugiam do contato social. A evidente timidez de ambos fazia com que preferissem ambientes seguros e evitassem se expor a situações que gerassem estresse e desconforto. Bom, é impossível responder à pergunta “Por que tenho dificuldade de me relacionar com as pessoas?” sem levar em consideração um dos fatores mais evidentes: a personalidade tímida.

No entanto, em vez de focar nesse padrão de comportamento, é interessante entender o que está por trás dele. As pessoas tímidas percebem o mundo exterior de forma diferente por causa do que se conhece como sensibilidade para a percepção sensorial.

O que exatamente é essa dimensão?

  • O cérebro das pessoas tímidas é diferente. Em média, precisa de mais tempo para reagir aos estímulos.
  • São pessoas mais introspectivas e reflexivas, o que as impede de se adaptar aos ambientes sociais em que é necessário agir rapidamente em qualquer situação.
  • Multidões, barulho, novos estímulos ou exposição a situações em que não se tem controle causam estresse e desconforto.

Todos esses fatores nos fazem ver que a timidez também tem uma base neurológica. No entanto, isso não impede essas pessoas de poder aprender estratégias adequadas para melhorar a sociabilidade.

A união do grupo

Tenho dificuldade de me relacionar com as pessoas: o que posso fazer?

Todos nós podemos melhorar nossas habilidades sociais. Aprender a se relacionar para apreciar interações em qualquer ambiente está ao alcance de todos.

Estes seriam alguns pontos de partida:

  • Procure situações em que você se sinta confortável. Você pode usar aplicativos para procurar pessoas que têm hobbies em comum. Esta é sempre uma boa maneira de encontrar pessoas parecidas para que nos sintamos seguros. Posteriormente, podemos nos abrir para outros cenários.
  • Reduza seu nível de exigência pessoal. Evite focar tanto em si mesmo, no medo do fracasso, em não saber o que dizer, em não gostar. Desloque seu olhar do interior para o exterior a fim de se deixar levar, para aproveitar conversas espontâneas… Não acredite em tudo que a sua mente diz.
  • Busque apoio em pessoas da sua confiança. Compartilhe seus medos com alguém que o conhece e que pode orientá-lo.
  • Aprenda técnicas para lidar com o estresse e a ansiedade social.
  • Fortaleça suas habilidades sociais: comunicação, assertividade, gestão emocional…

Para finalizar, resta apenas um aspecto a destacar: caso a sua dificuldade de se relacionar seja algo crônico, algo que você vem arrastando há anos e que prejudica a sua qualidade de vida, não deixe de procurar ajuda profissional. Existem terapias que podem fazer uma grande diferença.

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Como conseguir aceitar os meus defeitos?

Como posso aceitar os meus defeitos? Se alguém nos perguntasse o que realmente não gostamos em nós mesmos, muitos não saberiam como responderEu tenho muitos! Eles diriam. Outros, por outro lado, com arrogância e uma overdose de orgulho, afirmariam que não têm nenhum, que se aceitam e se amam como são.

Agora, estes últimos provavelmente estariam mentindo porque grande parte de nós tem “algo” que nos incomoda, algo que escondemos e ocultamos, às vezes por debaixo das roupas e às vezes tentando camuflar a timidez, a insegurança, o medo ou qualquer característica psicológica que ainda não fomos capazes de fortalecer.

No entanto, o que mais chama a atenção nessas realidades é que muitas vezes rotulamos como “defeito” um traço pessoal que, por si só, não deve ser considerado uma alteração, erro, anormalidade ou nuance a ser rejeitada. Simplificando: aquele nariz proeminente não é um defeito, é um traço normal. Aqueles quilos a mais, aquele rosto sardento, aquela baixa estatura ou uma calvície incipiente nunca devem ser considerados defeitos.

O que está por trás dessas autoavaliações negativas é um problema de insegurança e autoaceitação. Em contraste, os verdadeiros defeitos raramente são visíveis. Irresponsabilidade, preguiça, egoísmo e orgulho são aspectos que precisam de uma sensibilidade treinada para proceder à mudança, para serem melhorados. Vamos nos aprofundar um pouco neste assunto.

Mulher cobrindo parte do rosto

Aceitar meus defeitos: conselhos para conseguir

Todos nós temos vários defeitos e, por sua vez, um bom número de virtudes. Nossa grandeza como seres humanos muitas vezes reside na combinação de todas aquelas nuances contrastantes que nos tornam imperfeitos e, ao mesmo tempo, únicos. Pode ser que o nosso defeito seja ter um temperamento ruim, mas com o tempo acabamos lidando com isso, tendo consciência daquela personalidade mais forte/pouco paciente.

Também é possível que outro de nossos defeitos seja falar excessivamente; ser uma daquelas pessoas que, numa conversa, mal deixam espaço e voz aos outros. Mais uma vez, o simples fato de reconhecer e assumir o defeito também nos permite administrar aquela nuance singular que nos define e que às vezes traz algum outro problema.

Aceitar os defeitos passa primeiro por um aspecto fundamental: saber se o que não gostamos em nós é ou não um defeitoVamos analisar.

O costume de patologizar qualidades e traços normais

Um costume muito comum é patologizar aspectos que, na verdade, constituem a nossa personalidade ou esquema corporal. Desse modo, fatos tão comuns quanto ser um pouco mais tímido que o normal, mais inseguro, medroso, paranoico ou até mesmo impaciente, não constituem defeitos. Estes são simplesmente traços que moldam a nossa personalidade.

O mesmo acontece com as nuances que definem a nossa aparência física. Nem o peso, nem a altura, nem as alterações na pele, muito menos as deficiências constituem “defeitos”. Portanto, a próxima pergunta deve ser: o que é considerado um defeito?

Essas áreas descrevem atitudes negativas que podem ser prejudiciais a nós e aos outros. Exemplos disso são inveja, ciúme, orgulho, pessimismo, intolerância, narcisismo, etc. Como podemos ver, essas dimensões traçam comportamentos e atitudes em que raramente se consegue um equilíbrio entre virtudes e defeitos. Estes últimos sempre tendem a desestabilizar qualquer situação, conversa, relacionamento ou circunstância.

Autoaceitação, o segredo para fortalecer as minhas inseguranças

Para aceitar meus defeitos, aqueles que realmente não são, mas permanecem como o resultado claro da minha insegurança, o mais importante é trabalhar a autoaceitação. Deste modo, se considero que o meu excesso de peso é um defeito, que também é constrangedor, assim como a minha tendência a gaguejar ou esconder as orelhas grandes debaixo dos cabelos, a minha obrigação mais imediata é reforçar esta área do crescimento pessoal.

Além disso, a autoaceitação é mais poderosa do que a autoestima. A razão? Esta último não depende apenas da visão positiva que tenho de mim mesmo. O que os outros me dizem ou o que eu acho que pensam de mim também alimenta esse músculo psicológico. Por outro lado, a autoaceitação não precisa de reforço externo.

Além disso, Albert Ellis, criador da terapia racional emotiva comportamental, estabeleceu essa dimensão como o pilar da sua abordagem, definindo-a da seguinte forma: a autoaceitação é aprender a amar a nós mesmos plena e incondicionalmente, aceitando tudo o que somos. É validar cada aspecto do nosso ser e também do nosso comportamento. É saber nos conceder consideração, respeito e amor.

Se aprendermos a fortalecer essa área do nosso ser, todas as dimensões que consideramos defeitos se diluirão.

Homem preocupado

Como aceitar meus defeitos se são características que afetam a mim e a outras pessoas?

Comunicação agressiva, impaciência, ciúme, incapacidade de compreender os pontos de vista dos outros… Para aceitar os meus defeitos mais adversos, aqueles que impedem os meus relacionamentos e a convivência com os outros, o mais importante é saber detectar essas dimensões.

Em média, poucos são os que combinam aquela humildade de caráter capaz de ver e assumir aquelas qualidades claramente negativas que constituem verdadeiros defeitos. Uma vez identificados, o processo não passa apenas por “aceitá-los”, dando-lhes espaço e permanência; a chave é “transformá-los”.

Em muitos casos, esse exercício de transformação exige saber o que está por trás de cada um desses defeitos. Assim, por trás da inveja ou do ciúme, costuma haver uma baixa autoestima. Por trás da comunicação agressiva estão a má administração emocional e a falta de habilidades sociais. Portanto, o melhor remédio para modelar os defeitos e os transformar em virtudes nos obriga, na maioria dos casos, a recorrer à terapia psicológica. Fazer isso pode mudar nossas vidas. Vamos manter isso em mente.

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sábado, 26 de setembro de 2020

Como recusar uma oferta de emprego?

Você se candidatou a uma oferta de emprego e foi convocado para uma entrevista: que boa notícia! Também pode ser que alguém que pertença à seção de recursos humanos de uma empresa tenha visto o seu perfil profissional na Internet e se interessado por você. Independentemente das circunstâncias, talvez você se encontre em uma situação em que terá que recusar uma oferta de emprego. Como fazer isso e não ficar mal com a empresa que o escolheu?

Existem vários motivos pelos quais você pode sentir necessidade de rejeitar uma oferta de emprego. É uma situação agridoce, especialmente se você se inscreveu com grande interesse e os recrutadores querem contratá-lo. Porém, durante a entrevista, você percebeu que a remuneração não é a que você esperava, não há possibilidades de promoção dentro da empresa ou os horários não se enquadram no que você precisa (seja porque tem filhos ou outras obrigações).

O mesmo pode acontecer se você conseguir uma oportunidade de trabalho em uma empresa que se interessa pelo seu perfil profissional. Nesses casos, se as condições não forem adequadas para você, talvez seja mais fácil recusar uma oferta de emprego, ou talvez não. Como você pode reagir em tal situação? É possível rejeitar uma oferta de emprego sem “fechar a porta” para futuras oportunidades?

Homem pensativo

Não se apresse e pense antes de responder

Na maioria dos casos, você precisará de algum tempo para decidir se vai rejeitar ou não a oferta de emprego. No entanto, pode haver situações nas quais você já sabe claramente a resposta. Por exemplo, se você achar que é impossível conciliar os seus horários com outro trabalho que está fazendo, a remuneração não atende às suas expectativas ou o tipo de trabalho que eles oferecem é instável, então pode não ter mais nada em que pensar.

No entanto, para não dar uma resposta muito cortante e ponderar melhor, é importante pensar bem. Assim, você saberá exatamente o que não o convenceu e será mais fácil rejeitar a oferta de trabalho sem causar uma má impressão. Na verdade, se a empresa estiver muito interessada em seu perfil, pode inclusive estar disposta a negociar.

Não espere muito para recusar uma oferta de emprego

O fato de ter que pensar bem não significa que você deve demorar para responder. Isso indica apenas que você tem medo de enfrentar esse momento e pode gerar um certo nervosismo na empresa que queria contratá-lo. Por esse motivo, no dia seguinte ao da entrevista ou da oferta de emprego que lhe fizeram, você deverá ter uma resposta.

Isso não só permitirá que você fique bem com a empresa, mas ela poderá continuar o processo seletivo com outras pessoas que se enquadrem no cargo e nas condições que oferece. Lembre-se de que, mesmo que você rejeite uma oferta de trabalho, outras pessoas podem não o fazer e precisam do emprego o mais rápido possível. Portanto, não demore muito para dar uma resposta.

Como recusar uma oferta de emprego?

Comunique honestamente os motivos da sua recusa

Um dos últimos pontos para rejeitar uma oferta de emprego é a honestidade. Diga à empresa os reais motivos pelos quais o cargo não é adequado para você. Se não atender às suas expectativas, comunique-o claramente. Além disso, caso seja o salário que não o convence, não se envergonhe de admitir que esta é a razão pela qual está recusando o emprego.

Se você achar difícil recusar uma oferta de emprego por telefone, faça-o por e-mail. Exponha os seus motivos com sinceridade e não se esqueça de agradecer à empresa que se interessou pelo seu trabalho. Assim, a empresa saberá quais são as suas condições e, quem sabe, se futuramente tiver uma vaga que se enquadre no seu perfil e corresponda às suas expectativas, o chamará novamente.

Deixe de lado a crença de que é sempre preciso aceitar qualquer oferta de trabalho porque é algo positivo ou por medo de não encontrar algo melhor. Se os termos não o convencem, não hesite. Você já teve que fazer isso alguma vez?

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1917: um plano-sequência angustiante

1917 era um dos grandes favoritos a ficar com o prêmio mais cobiçado do Oscar de 2020. No entanto, teve que se contentar com as estatuetas que premiavam aspectos mais técnicos. Parasita foi, sem dúvida, a verdadeira revelação, um filme que fez história e ganhou os prêmios mais valorizados.

O talento não entende de idiomas e nem de fronteiras, algo que ficou muito claro com a premiação histórica de melhor filme para uma obra sul-coreana. No entanto, neste artigo vamos falar de outro longa, que triunfou nos prêmios BAFTA e no Globo de Ouro, embora não tinha sido tão bem-sucedido no Oscar.

Um passado um pouco esquecido

Existe uma grande infinidade de filmes sobre a Segunda Guerra Mundial e inclusive sobre o Vietnã, mas não há muitos títulos que fizeram sucesso internacional inspirados na Primeira Guerra Mundial. Talvez um dos mais reconhecidos seja Glória Feita de Sangue, do inesquecível Stanley Kubrick, protagonizado pelo recentemente falecido Kirk Douglas.

A Primeira Guerra Mundial gera mais dúvidas do que a Segunda e não é tão cinematográfica quanto a sua sucessora. Talvez o inimigo não seja tão claro e o caos que a caracterizou tenha dificultado, de certa forma, a sua passagem ao cinema. Qualquer espectador que pense no cinema bélico não vai demorar a citar títulos nos quais o inimigo principal é o nazismo.

Sam Mendes, inspirado em algumas histórias que havia ouvido de seu avô, ousou com um longa com um enredo simples e um jogo de cenas sublime para mergulhar nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial.

Apertar a tecla certa

Uma piada pode ser contada de diferentes maneiras, e certamente, dependendo de quem a contar e de como a contar, vai despertar mais ou menos risadas. Esta afirmação, por mais simples que pareça, pode ser aplicada ao cinema e, em definitiva, à arte. A mensagem é fundamental, não há dúvida disso; se a história de fundo não nos prender, não há muito a fazer. No entanto, como em toda piada, a forma de narrar tem uma importância crucial.

O enredo de 1917 não poderia ser mais simples: dois soldados rasos do exército britânico precisam enviar uma mensagem a outra de suas tropas para evitar um massacre pelas mãos do inimigo. É aí que algo tão simples quanto uma mensagem ganha vida e desperta a empatia do público. Um público que mantém um silêncio sepulcral porque sente o coração encolhido e os nervos à flor da pele diante de um perigo tão iminente quanto a morte.

Cena do filme 1917

O filme conta com um elenco que inclui alguns dos grandes nomes do cinema britânico das últimas décadas, como Colin Firth e Benedict Cumberbatch. No entanto, decide deixar todo o peso interpretativo nas mãos de dois jovens bastante desconhecidos.

Embora seja verdade que outro tipo de narração teria permitido trabalhar mais os personagens secundários e os atores já mencionados, a decisão de se apoiar em um número reduzido de protagonistas faz com que o público mergulhe de cabeça na ação.

As trincheiras nunca haviam sido tão poéticas e tão asfixiantes ao mesmo tempo. O espectador pode perceber o terror, a solidão e a desolação. Tudo isso graças a uma técnica impecável que mantém suas raízes no suspense. Como isso pode ser possível? Graças ao uso de um plano-sequência eterno, embora ilusório.

1917 e um falso plano-sequência

Não é que 1917 tenha inventado algo completamente inovador, pois o próprio Hitchcock fez experimentos com os limites do corte em Festim Diabólico, em 1948. Também há outras experiências mais recentes, como Birdman (Joaquin Oristell, 2015) e Victoria (Sebastian Schipper, 2015).

Desta maneira, o longa combina as possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias com uma técnica que já havíamos visto em outras ocasiões. Trata-se de um acerto que faz com que o espectador se envolva plenamente com os protagonistas e perceba a ação em “tempo real”.

Tanto o trabalho interpretativo quanto o técnico requerem um esforço maior, pois ao rodar em tomadas tão extensas, tudo precisa ser perfeitamente cronometrado e calculado, inclusive as condições atmosféricas.

A ilusão do plano-sequência, com seus cortes milimétricos e quase imperceptíveis, desperta uma sensação de angústia nos espectadores. Não somos mais espectadores passivos de uma tragédia, e sim cúmplices. Se os protagonistas não conseguem escapar, nós também não conseguimos. Nesse sentido, o aproveitamento da luz natural, os espaços, os rostos e os efeitos especiais sutis enfatizam a ação.

O espectador acaba se sentindo preso no labirinto das trincheiras, sentindo empatia pelos protagonistas e sentindo o amor que atravessa a tela.

Música e imagem conjugam uma beleza digna de calafrios na qual a energia é a chave. A câmera nunca olha para trás, nunca retrocede, só avança com o passo dos personagens. A música surge nos momentos de maior tensão, lembrando-nos, de certa forma, de Hitchcock.

A complexidade de 1917 reside, precisamente, no quanto é difícil tirar proveito dos recursos naturais, do jogo de claro-escuro, da luz natural e da urgência que pretende transmitir. Também não podemos nos esquecer de uma equipe que conseguiu recriar um cenário hostil repleto de trincheiras nas quais viviam e morriam inúmeros jovens recrutados para uma guerra que, assim como todas, era absurda.

Soldados em guerra

1917: uma experiência cinematográfica

A sensação de ver um filme sem cortes, embora seja uma ilusão, gera uma incerteza no espectador. Uma incerteza que se sustenta de forma trágica com o corte mais longo, evidente e meditado do filme. Após sofrer um disparo, passamos a uma tela preta, um preto eterno que, longe de nos aliviar, aumenta a nossa angústia. Acabou tudo? Não, absolutamente não. O corte drástico serve apenas como um ponto ao qual se segue uma história que ainda tem muito a dizer, que ainda guarda tomadas infinitas e asfixiantes.

Dez indicações ao Oscar, mas apenas três estatuetas. Foram aquelas mais técnicas, mas não por isso menos importantes. Um filme não é nada sem um roteiro sólido, mas também não tira seus méritos exclusivamente do roteiro. Desde os figurinos até a música, passando pela interpretação e a fotografia, o cinema é uma arte complexa, um árduo trabalho em equipe no qual todos os elementos são importantes, fundamentais.

Provavelmente este é um dos meus artigos menos imparciais, mas como em toda crítica e em toda arte, o gosto desempenha um papel fundamental. Não sou uma apaixonada pelo cinema bélico que se torna antibelicista, mas sou uma grande admiradora de Mendes e de Roger Deakins (o gênio responsável pela fotografia de 1917).

Mendes me cativou com Beleza Americana, me hipnotizou e me convidou a mergulhar em um filme que, sem sobressaltos demais, me acertou em cheio e continua me fascinando nos dias de hoje. Agora, ele conseguiu me surpreender e me fazer encontrar a beleza em um entorno tremendamente hostil.

Toda essa forma inovadora de apresentar as cenas tem como objetivo nos dizer algo que já sabemos e que o cinema repetiu em diversas ocasiões: as guerras são absurdas, o ser humano é absurdo, e enquanto isso, a natureza segue seu curso. Porque se afogar enquanto as cerejeiras florescem nunca havia sido tão significativo, ver a morte onde surge a vida ou ver a destruição humana em um entorno natural que luta para florescer é poético, catártico e revelador.

A natureza age como um personagem a mais, alheio aos humanos, mas onipresente, enquanto a árvore se eleva como o símbolo mais significativo. Uma árvore presente no começo e no final, fazendo deste filme algo cíclico. Muito além dos aspectos técnicos, 1917 é uma lição de humanidade, uma clara homenagem àqueles que viveram a Primeira Guerra Mundial, àqueles que viram a morte em suas mãos e seus sonhos sepultados pela lama.

“Eu quis que a paisagem fosse mais um personagem da história; uma voz que desse outra perspectiva da guerra. E eu precisava ter tempo e espaço para o lírico dentro de um mundo perdido”.
-Sam Mendes sobre 1917

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Você está em um relacionamento unilateral?

Um relacionamento unilateral contradiz todos os princípios de como deve ser um vínculo emocional. É a ruptura da reciprocidade e a violação do perfeito equilíbrio que deve constituir o substrato relacional. Tudo desmorona sem um compromisso conjunto, sem aquela vontade espontânea e autêntica de cada pessoa de cuidar dos detalhes do dia a dia.

Agora, o mais complexo de toda essa questão é quanto tempo leva para a pessoa perceber isso. Afinal, o desgaste e o distanciamento ocorrem gradualmente, aparentemente camuflados pela rotina, pela pressão imposta pelo trabalho e por aquelas obrigações externas que consomem tempo em casa e no amor. Nesse momento, a pessoa finalmente percebe que não há mais equidade no relacionamento. Na verdade, a outra pessoa pode mal estar presente nele.

Seu parceiro pode estar sentado bem ao seu lado e, ainda sim, você sente a sua frieza; ele está emocionalmente distante. Essa ausência de afeto e vontade é o que configura a unilateralidade. É um cenário em que apenas uma pessoa contribui, nutre e se esforça para manter o vínculo. Psicólogos geralmente definem esse tipo de dinâmica como um relacionamento doentio. Continue lendo para descobrir por quê.

Casal em crise

Relacionamento unilateral

Poderíamos definir um casal unilateral de uma forma muito simples: é aquele em que apenas um membro investe energia, vontade e tempo na relação. No entanto, é uma realidade muito mais complexa, porque as causas que promovem essa situação podem ser múltiplas.

Às vezes, as pessoas continuam em um relacionamento em que essa dinâmica esteve presente desde o início. Outras vezes, é algo que aparece gradualmente. Em qualquer caso, um relacionamento unilateral não é saudável. Ele constitui uma situação bastante prejudicial para os envolvidos e para aqueles que procuram revertê-lo e sustentá-lo a todo custo.

Isso explica por que este pode ser considerado um tipo de relacionamento doentio. É porque a sobrecarga emocional e psicológica que uma única parte gera para manter o vínculo costuma ser devastadora.

A seguir, você aprenderá a identificar se está em um relacionamento desse tipo.

É você quem sempre acaba cedendo

Um grande conhecedor dos relacionamentos afetivos e de suas dinâmicas mais comuns é o Dr. John Gottman. Seus estudos se estendem por décadas e suas pesquisas no chamado “laboratório do amor” ajudaram centenas de pessoas a salvar seus relacionamentos ou a sair deles.

Um de seus livros mais conhecidos é, sem dúvida, Sete Princípios para o Casamento Dar Certo. Nele, ele enfatiza algo: a necessidade de chegar a acordos. Se isso não acontece e for sempre um dos membros que acaba cedendo, que aceita e fica quieto, que prioriza o outro para salvar o relacionamento, algo inevitável ocorre: o relacionamento acaba se rompendo.

Se a balança sempre pender para o mesmo lado, a outra pessoa experimentará uma lenta asfixia emocional em que a autoestima, a dignidade e até a saúde se deterioram. Essa é uma situação muito comum em um relacionamento unilateral.

Você está em um relacionamento unilateral se não consegue expressar seus sentimentos e ter suas necessidades atendidas

Uma das características comuns desses tipos de laços é a sensação de vazio. Sempre há algo faltando. É como ter sede e nunca se sentir saciado. Seu parceiro pode estar bem ao seu lado e você pode até conversar com ele e fazer coisas com ele. No entanto, há algo errado. É claro que é possível que uma pessoa precise de mais do que a outra pode dar, mas os relacionamentos unilaterais são mais dinâmicos.

Esse “algo” é um bloqueio emocional. É tentar expressar seus sentimentos, pensamentos e necessidades ao seu parceiro e sentir que você está falando com uma parede. Você pode ter ouvido: “agora não é um bom momento para falar sobre isso”, “você sempre está reclamando da mesma coisa”, “o que você quer de mim?” ou “o que devo responder?”. Essas são as reações mais comuns. No entanto, quando seu parceiro precisa do seu apoio ou carinho, você não hesita em responder e atender às necessidades dele o mais rápido possível.

Seu parceiro não faz nenhum esforço

Se algo precisa ser pago, o normal é que você pague, é o que é esperado de você. O mesmo acontece quando um problema precisa ser resolvido, e assim por diante. Esse cenário configura um relacionamento unilateral. Nele, existe uma parte passiva e uma proativa que acaba se esforçando para enfrentar qualquer coisa, qualquer tarefa cotidiana ou desafio que se aproxima.

Além disso, é esperado de você que não proteste ou reclame porque, afinal, está cumprindo seus deveres. Vamos ser claros: o relacionamento deixa de ser saudável no momento em que um de vocês dá esse tipo de coisa como certo e não reconhece o que o outro faz. Também não é saudável apenas um de vocês sempre assumir o comando de uma determinada tarefa ou imprevisto. Esse tipo de cenário é basicamente um golpe fatal para qualquer relacionamento.

Um relacionamento unilateral é confuso e exaustivo

Um relacionamento unilateral é confuso e exaustivo

Existem muitas “bandeiras vermelhas” nesse tipo de relacionamento, mesmo que você se recuse a aceitá-las. O motivo pelo qual isso acontece é simples: você investiu muito esforço, tempo e emoções e não quer desistir. Assim, você dá mais oportunidades, assim como amor, dedicação e paciência, enquanto espera que algo mude.

No entanto, obviamente, nada muda. Inclusive, aparece o cansaço mental e físico. A pessoa afunda em quase todos os sentidos, psicologicamente e muitas vezes até financeiramente. Você não pode esquecer que existem relacionamentos unilaterais em que o vínculo é baseado somente no interesse próprio. 

É claro que cada casal é um mundo, mas há um princípio básico que nunca deve falhar: o amor envolve equilíbrio e reciprocidade. Trata-se de ser uma equipe, de somar forças. Além disso, trata-se de cuidar um do outro e nutrir o relacionamento. Quando isso não acontece, tudo desmorona.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Por que os dias cinzentos nos deixam tristes?

Quando o dia amanhece nublado, você percebe uma clara mudança no seu humor? Se sim, você não está sozinho e nada de estranho está acontecendo com você. Muitas pessoas ficam tristes com os dias cinzentos, e isso tem uma explicação biológica e psicológica.

É preciso ressaltar que nem todos vivenciamos esse fenômeno. Há quem goste dos dias de chuva, das temperaturas mais baixas e do estilo de vida que este clima traz. No entanto, para outros, os meses de outono e inverno são um forte golpe emocional que pode ser difícil de superar. É por isso que, hoje, tentaremos explicar o que acontece no corpo de quem mostra essa tendência.

Por que os dias cinzentos nos deixam tristes?

Por que os dias cinzentos nos deixam tristes?

Neurobiologia

Do ponto de vista biológico, vamos levar em consideração que o corpo funciona com base em ritmos circadianos. Estes, entre outras coisas, regulam nossos ciclos de sono-vigília. Assim, poderíamos dizer que o organismo se sincroniza todos os dias dependendo das mudanças na luz solar que recebe.

Uma maior iluminação indica o início de uma nova jornada, e uma diminuição da mesma nos prepara para terminar o dia e descansar. Além disso, existem duas substâncias importantes que desempenham um papel relevante neste processo:

  • A melatonina está presente em nosso corpo em diferentes concentrações dependendo da luz solar. Quando escurece, há uma liberação maior desse hormônio que nos relaxa e nos deixa com sono. Nossa temperatura corporal diminui e nos preparamos para dormir. Dias cinzentos com falta de luz solar geram o mesmo processo, por isso nos sentimos apáticos e desanimados quando nosso corpo começa a se desativar.
  • A serotonina é o neurotransmissor da felicidade. Sua presença nos ativa, aumenta nosso ânimo e nos predispõe às relações sociais. Além disso, reduz o número de pensamentos negativos que podemos ter. No entanto, a falta de luz solar faz com que nossos níveis de serotonina caiam significativamente, de modo que o desânimo, a tristeza e a nostalgia aparecem.

Psicologia

Se os dias cinzentos nos entristecem, não é diretamente pelo efeito dessas substâncias, mas sim pelas mudanças cognitivas e comportamentais que vivenciamos. Ou seja, em última análise, são nossos pensamentos e comportamentos que fazem com que a tristeza e a apatia se mantenham.

Aqueles que experimentam os efeitos do clima em seu humor tendem a se isolar em dias nublados, frios ou chuvosos. Eles se tornam mais inativos, mais solitários e mais focados em pensamentos circulares disfuncionais. Na verdade, eles reduzem sua atividade, restringem seu contato social e seu diálogo interno se tornam mais pessimistas e disfuncionais.

Depressão sazonal

Para algumas pessoas, esse fenômeno vai muito além de alguns dias ruins. Aqueles com depressão sazonal apresentam os sintomas típicos de um transtorno depressivo em algum grau durante os meses de outono e inverno, desaparecendo durante a primavera e o verão.

Durante esses meses mais cinzentos, quando o céu nublado é mais frequente, eles sofrem de tristeza, falta de energia e distúrbios do sono e do apetite. Além disso, caem no pessimismo e adotam uma perspectiva desesperadora em relação ao futuro. Eles também podem se sentir irritados e alimentar pensamentos de culpa.

Em muitas ocasiões, essa condição é tratada com fototerapia: a pessoa é exposta todas as manhãs a uma forte luz artificial por um período de tempo para aliviar os efeitos da ausência de luz natural. Ainda assim, essa estratégia nem sempre funciona.

Homem triste em dia de chuva

O que fazer se os dias cinzentos nos deixarem tristes?

Como não está em nosso poder alterar as condições climáticas, teremos que influenciar fatores cognitivos e comportamentais. Se você descobriu que os dias cinzentos te deixam triste, faça um esforço consciente para não cair na apatia e no pessimismo.

Tente superar a inércia e se manter ativo. Faça atividades que sejam agradáveis ​​para você dentro e fora de casa. Organize reuniões com seus amigos e familiares ou dedique mais tempo a um hobby que você negligenciou. Além disso, preste atenção aos seus pensamentos e intervenha ao identificar dinâmicas negativas. Se você não conseguir fazer isso sozinho, busque ajuda.

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